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Moda dos homens de barba afeta as vendas da Gillette

Os homens de todo o mundo já não se barbeiam como antigamente. Até aqueles que faziam a barba todos os dias, antes de ir para o trabalho, agora sentem-se confortáveis para, ocasionalmente, deixá-la como está.

Segundo Jon Moeller, chefe do departamento financeiro da Procter & Gamble, a empresa-mãe da Gillette, “a mudança contínua da sociedade para uma diminuição do número de vezes em que os homens se barbeiam” tem prejudicado os esforços da marca em fazer crescer as vendas, conta a CNN.

A empresa acredita que é mais fácil para os homens, hoje em dia, evitar fazer a barba durante a semana de trabalho ou ao fim de semana. “Hoje, os homens já não são julgados negativamente por não se barbearem,  não é considerado preguiçoso ou desrespeitoso“, explica o vice-presidente da Gillette para a América do Norte, Massimiliano Menozzi.

A consultora Mintel revela que as atitudes no barbear mudam consoante o grupo etário, mas os homens com menos de 45 anos têm uma abordagem mais relaxada. Segundo os dados, nos mercados desenvolvidos, o número médio de vezes que os homens se barbeiam por semana caiu de 3,7 para 3,2, na última década, o que resulta em menos duas vezes por mês, dizem os últimos estudos ao consumidor feitos pela Gillette.

Nos Estados Unidos da América, a venda de lâminas descartáveis ou de longa duração desceu nos últimos três anos. Esse declínio acabou por pesar na operação da Gillette, que vai mudar de estratégia. Entre a abordagem está a descida de 12% nos preços e uma expansão da gama com opções mais acessíveis, como os conjuntos de três a cinco lâminas por menos de 10 dólares. Paralelamente, vai apostar nos acessórios para o cuidado da barba. “Ninguém está melhor posicionado para competir neste mercado. No ano passado, fomos muito mais deliberados sobre como relembrar os homens do grande número de ferramentas que temos à disposição das suas necessidades“, admite Massimiliano Menozzi.

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