in

Lucros da Jerónimo Martins caem 35%

A Jerónimo Martins concluiu o exercício de 2017 com lucros de 385 milhões de euros, menos 35% que no ano anterior, quando totalizaram os 593 milhões de euros.

Estes resultados refletem a venda da Monterroio. Excluindo este fator, os lucros cresceram 6,7%. “Num ano de pressão contínua, motivada pelo contexto socioeconómico nos principais mercados onde operamos, o grupo alcançou as suas metas e, uma vez mais, registou bons resultados, em linha com as nossas expectativas. Este é o resultado do forte desempenho das nossas equipas, que foram capazes de colocar as necessidades e aspirações do consumidor no centro das suas decisões, dando prioridade ao crescimento das vendas. Consequentemente, todas as nossas insígnias reforçaram as suas posições de mercado e o grupo aumentou o retorno ao capital investido, assegurando em simultâneo uma sólida geração de caixa”, comenta Pedro Soares dos Santos, presidente e administrador delegado do Grupo Jerónimo Martins.

No fecho do ano, as vendas ascenderam a 16,3 mil milhões de euros, mais 11,3% face que em 2016. Uma vez mais, a Biedronka foi a principal contribuidora para as vendas, representando 68% do total. Em 2017, a insígnia polaca, que conta já com 2.823 supermercados, faturou 11 mil milhões de euros, num aumento de 13,2%. A Jerónimo Martins investiu 354 milhões de euros na abertura de 121 novas lojas, 226 remodelações e um novo centro de distribuição, inaugurado em outubro.

Também na Polónia, a Hebe evoluiu 35,7%, para os 166 milhões de euros. Foram abertas 30 novas lojas.

No Pingo Doce, as vendas cresceram 3,1%, para os 3,7 mil milhões de euros. A insígnia investiu 102 milhões de euros, direcionados a 10 novas lojas, 23 remodelações profundas e 21 de natureza mais ligeira. Foi também aberto um novo centro logístico.

Por seu turno, no Recheio, as vendas atingiram um total de 942 milhões de euros, mais 7,2% do que no período homólogo. O negócio grossista investiu um total de 28 milhões de euros, incluindo a abertura de uma nova loja e a relocalização da plataforma de foodservice do Porto.

Já na Colômbia, Ara fechou o ano com um crescimento de 72%, para os 405 milhões de euros. Foram investidos 169 milhões de na abertura de 169 novas lojas. “Relativamente ao investimento em infraestrutura logística da Ara, registaram-se atrasos nos trabalhos preparatórios, que vão levar ao adiamento para 2019 da conclusão de dois dos centros de distribuição em desenvolvimento. Tendo em conta a distribuição geográfica da expansão realizada em 2017 e da prevista para 2018, estes atrasos não são, contudo, críticos para a execução do plano”, destaca o grupo.

Em 2018, a tónica de investimento vai manter-se, com o grupo a alocar entre 700 milhões e 750 milhões de euros à expansão de todas as insígnias e à manutenção do plano de remodelações da Biedronka e do Pingo Doce. A maior fatia do investimento, cerca de metade, irá para a Polónia, onde o grupo conta adicionar entre 70 a 80 novas lojas à rede, este ano. Na Colômbia serão cerca de 150.

Em Portugal, a Jerónimo Martins irá investir 130 milhões de euros em Portugal, este ano, com a previsão de abrir cerca 10 novas lojas. Na conferência de apresentação dos resultados, Pedro Soares dos Santos indicou que o grupo gostaria de abrir uma loja da cadeia cash & carry em Lisboa, mas sem precisar uma data para a sua concretização. A Jerónimo Martins está ainda a construir um novo centro de distribuição, em Cantanhede.

Publicidade

Publicidade

Mastercard e Facebook vão ajudar as pequenas empresas a tornarem-se digitais

Missão Continente debate o futuro da alimentação