A Logista registou um aumento de 2% no lucro operacional ajustado, que atingiu 100 milhões de euros no primeiro trimestre do exercício financeiro de 2026, período compreendido entre 1 de outubro e 31 de dezembro de 2025.
As receitas da empresa cresceram 3% face ao período homólogo, totalizando 3,399 mil milhões de euros, segundo os resultados divulgados pela operadora logística.
As vendas económicas fixaram-se em 454 milhões de euros, ligeiramente abaixo do valor registado no mesmo trimestre do ano anterior. O EBIT ajustado foi de 100 milhões de euros, um aumento de 2% em relação ao ano anterior, enquanto os lucros líquidos ficaram em 71 milhões de euros, em comparação com 77 milhões de euros no mesmo período do ano fiscal de 2025. Isto representa uma redução de 8%, explicada por menores receitas financeiras, entre outros fatores.
Em assembleia geral de acionistas, realizada a 4 de fevereiro, foi aprovada a distribuição de um dividendo total de 277 milhões de euros, correspondente a 2,09 euros brutos por ação, mantendo assim o mesmo nível do ano passado.
A empresa sublinha ainda que continua a analisar oportunidades de crescimento inorgânico, através da aquisição de negócios complementares e com sinergias, em linha com o seu plano estratégico de crescimento e diversificação.
Desempenho por regiões
Na região da Península Ibérica – região que inclui Espanha, Portugal, Países Baixos e Bélgica – as receitas aumentaram 3% no primeiro trimestre, atingindo 1,312 mil milhões de euros, enquanto as vendas económicas se situaram em 300 milhões de euros, registando uma ligeira diminuição em relação ao ano anterior.
Em Itália, a Logista apresentou um desempenho mais robusto, com receitas de 1,223 mil milhões de euros, o que representa um crescimento de 9% face ao ano anterior. As vendas económicas aumentaram 1%, para 106 milhões de euros.
Em contraste, o mercado francês apresentou uma evolução negativa durante este primeiro trimestre. As receitas recuaram 4%, para 880 milhões de euros, enquanto as vendas económicas diminuíram 6%, fixando-se em 50 milhões de euros. Esta quebra é atribuída, sobretudo, à redução do volume de tabaco distribuído em França.
“Continuamos a avançar na otimização das integrações, bem como a avaliar outras possíveis oportunidades de crescimento inorgânico”, comenta Iñigo Meirás, CEO da Logista.








