O mercado de snacks de fruta liofilizada está a crescer impulsionado pela procura crescente de opções alimentares mais saudáveis, práticas e ricas em nutrientes. A conclusão é de uma análise da GlobalData, que identifica mudanças nos hábitos de consumo associadas à saúde, ao controlo alimentar e à valorização de produtos com ingredientes simples e naturais.
Segundo a consultora, os consumidores procuram cada vez mais alimentos com maior teor de proteína e fibra, tendência reforçada pela popularização dos medicamentos GLP-1, utilizados no controlo do peso e da diabetes, que estão a alterar comportamentos alimentares e a favorecer produtos de elevada densidade nutricional.
Os dados do inquérito global da GlobalData, realizado no quarto trimestre de 2025, mostram que 67% dos consumidores afirmam priorizar frequentemente o impacto dos alimentos na saúde e bem-estar no momento da compra.
A fruta liofilizada surge como uma das categorias em destaque no universo dos snacks, combinando conveniência, conservação prolongada e perfil nutricional atrativo. Além da vertente saudável, a longa duração dos produtos ajuda a reduzir desperdício alimentar e responde à crescente preocupação dos consumidores com o custo de vida.
De acordo com o mesmo estudo, 45% dos consumidores associam “boa relação qualidade-preço” a produtos duradouros, práticos e com formatos económicos. “À medida que a pressão sobre o custo de vida persiste, as marcas devem apostar em embalagens maiores, mensagens claras sobre conveniência e produtos com validade prolongada”, afirma Jessica Butler, analista da GlobalData.
A tendência acompanha também uma maior procura por produtos com clean label, ou seja, com listas de ingredientes simples e sem aditivos artificiais. O estudo da consultora indica que 77% dos consumidores consideram importante ou desejável que os produtos apresentem ingredientes simples e fáceis de identificar.
Marcas avançam com produtos
Neste contexto, marcas internacionais estão a reforçar a aposta em snacks de fruta liofilizada sem açúcar adicionado, com ingredientes biológicos e enriquecidos com proteína. É o caso da canadiana OHME!, que lançou recentemente novos produtos à base de banana, maçã e maracujá.
Ao mesmo tempo, cresce a aposta em combinações mais indulgentes, que aproximam estes snacks do universo das sobremesas. Na Escócia, a Arbuckle’s Farm Shop lançou frutas liofilizadas cobertas com chocolate branco, de leite e negro, numa estratégia que procura atrair consumidores que procuram alternativas mais saudáveis aos doces tradicionais.
Segundo o inquérito da GlobalData realizado no primeiro trimestre de 2026, 56% dos consumidores afirmam preferir sabores doces e frutados na categoria dos snacks e confeitaria.
A consultora conclui que o crescimento da categoria deverá continuar nos próximos anos, impulsionado pela combinação entre saúde, conveniência, sabor e maior atenção dos consumidores à composição nutricional dos alimentos.







