Reino Unido
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Fragilidade económica no Reino Unido

O mais recente relatório da Crédito y Caución prevê um novo aumento das insolvências no Reino Unido em 2019. Após o crescimento de 10%, em 2018, a seguradora de crédito espera que as falências de empresas voltem a aumentar 7% este ano.

A incerteza em torno do Brexit fez com que empresas, em especial as grandes empresas internacionais, adiassem as suas decisões de investimento, o que tem um impacto significativo nas empresas mais pequenas da cadeia de fornecimento. Os sectores da construção civil e do retalho são os mais afetados pelo aumento das insolvências“, explica o relatório.

O relatório salienta que estas perspetivas assentam no princípio de que haverá um Brexit ordenado e na subsequente aceleração do crescimento no segundo semestre, apoiada num maior poder de compra das famílias, na recuperação dos investimentos e num aumento da despesa pública. “Um Brexit desordenado conduziria imediatamente a uma revisão em baixa destas previsões“, adverte o relatório.

Após a votação a favor do Brexit, em 2016, a economia do Reino Unido conseguiu manter a sua resiliência com um aumento da competitividade das exportações devido à debilidade da libra. No entanto, a expansão económica começou a desacelerar no quarto trimestre de 2018, principalmente devido à maior aversão ao risco relacionado com o Brexit, às tensões nas finanças das famílias e à fraca procura global. No seu relatório, a Crédito y Caución revê a previsão de crescimento da Grã-Bretanha para 1,4%. Com estas perspetivas, espera-se que o Banco da Inglaterra mantenha as taxas de juros em torno dos 0,75%.

Além das possíveis repercussões do Brexit, outro potencial risco de queda é o aumento da dívida dos consumidores, juntamente com a estagnação das receitas. A dívida das famílias aumentou para 140% do seu rendimento disponível, o que representa um risco potencial para o sector financeiro.

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