A FIPA – Federação das Indústrias Portuguesas Agroalimentares reuniu representantes do Governo, líderes empresariais e especialistas da indústria na 8.ª Conferência para a Competitividade, dedicada ao tema “O valor acrescentado da indústria agroalimentar”.
O encontro teve como objetivo debater os desafios e oportunidades de um sector estratégico para a economia nacional, num contexto internacional marcado por instabilidade geopolítica, alterações nas dinâmicas do comércio global e pressão crescente sobre as cadeias de abastecimento.
Governo destaca impacto em emprego e exportações
A sessão de abertura contou com a intervenção de Pedro Machado, secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, que destacou o impacto do sector agroalimentar na criação de postos de trabalho e nas exportações.
Também na abertura, Jorge Tomás Henriques, presidente da FIPA, sublinhou os desafios que a indústria enfrenta, bem como os compromissos e progressos alcançados num contexto de adaptação, inovação e resiliência.
A sessão de encerramento esteve a cargo de José Manuel Fernandes, ministro da Agricultura e Mar, e do presidente da FIPA. Ambos reconheceram o carácter estratégico da alimentação e da indústria agroalimentar para o desenvolvimento económico, a coesão territorial e a segurança alimentar do país.
Competitividade, inovação e sustentabilidade em debate
Entre os temas em destaque estiveram a competitividade das empresas, a internacionalização, a inovação, a sustentabilidade e a criação de valor ao longo da fileira.
A defesa do consumidor foi também apontada como uma área crítica, num sector que enfrenta simultaneamente desafios de custo, abastecimento, diferenciação, regulação e confiança.
Efetivamente, o contexto internacional foi uma das linhas centrais da conferência. A instabilidade geopolítica, as alterações no comércio global e a pressão sobre as cadeias de abastecimento foram identificadas como fatores que obrigam a indústria agroalimentar a reforçar a sua capacidade de resposta e adaptação.
Neste enquadramento, a diversificação de mercados, a cooperação e a transformação tecnológica surgem como instrumentos relevantes para aumentar a resiliência do sector.
Cooperação com centros de conhecimento
Os participantes abordaram ainda o papel da confiança e da cooperação entre empresas, associações, academia, centros de conhecimento e decisores públicos.
A articulação entre estes diferentes atores foi apontada como essencial para reforçar a inovação, acelerar a modernização das empresas e gerar valor ao longo da cadeia agroalimentar.
A 8.ª Conferência para a Competitividade contou com representantes de entidades públicas e privadas. Entre as entidades presentes estiveram o GPP, a CIP, a PLMJ, a AICEP, o Banco Português de Fomento, a Nestlé Portugal, a Portugal Foods e a Sociedade Ponto Verde.
Indústria alimentar é a principal indústria transformadora
A FIPA representa a indústria alimentar e das bebidas em Portugal, considerada uma das áreas estratégicas da economia nacional. De acordo com a federação, o sector é a principal indústria transformadora do país em contributo para a criação de riqueza e geração de emprego.
A indústria alimentar e das bebidas é responsável por mais de 116 mil postos de trabalho diretos e cerca de 500 mil indiretos.








