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Crédito y Caución prevê um abrandamento do comércio mundial

Foto Shutterstock

A Crédito y Caución prevê que o comércio mundial cresça acima do PIB mundial entre 8% e 10%, em 2021, e 6%, em 2022. Contudo, de acordo com a análise divulgada no mais recente Economic Outlook, prevê um abrandamento do crescimento do comércio mundial a longo prazo.

O comércio internacional de bens registou uma recuperação generalizada: os automóveis, os bens de equipamento, os bens de consumo e os fornecimentos industriais voltaram a situar-se nos níveis pré-pandemia, ou inclusive a superá-los, no início do ano. Em comparação com o comércio de bens, os serviços estão a recuperar muito mais lentamente e de forma divergente entre regiões e sectores. Enquanto as telecomunicações e os serviços financeiros regressaram aos níveis anteriores à pandemia na primavera, os serviços de viagens encontram-se claramente abaixo dos níveis pré-pandemia, devido à depressão do turismo.

Entre as regiões, o panorama também é bastante desigual. O comércio de serviços na região da Ásia-Pacífico já tinha recuperado os níveis anteriores à pandemia, no final de 2020, enquanto outras regiões ainda sofrem com as restrições impostas, sobretudo às viagens internacionais. A Crédito y Caución prevê que, nos próximos meses, haja uma aceleração da recuperação do comércio internacional de serviços.

 

Comércio mundial

A seguradora de crédito prevê que os atuais constrangimentos e tensões na cadeia de fornecimento mundial, que elevam os custos e dificultam o comércio, se dissipem durante o próximo ano e meio, à medida que se amplie a capacidade dos contentores e se relaxem as prorrogativas aduaneiras e outros processos logísticos relacionados com a Covid-19.

Contudo, a longo prazo, a Crédito y Caución prevê um abrandamento do crescimento do comércio mundial, que se aproximará das taxas de evolução do PIB mundial. Entre 1990 e 2011, a elasticidade do comércio em relação com o PIB foi de 2,2, mas diminuiu aproximadamente 1,0 durante a última década.

Esta evolução deve-se a vários fatores estruturais. A composição da procura mundial deslocou-se para as economias emergentes, geralmente menos abertas. Além disso, à medida que se desenvolve, a China afasta-se do crescimento impulsionado pelo investimento, o que implica um crescimento menos intensivo do comércio. As cadeias de fornecimento mundiais também amadureceram e a quota global da cadeia de fornecimento no comércio mundial estagnou desde 2011.

Outros fatores determinantes são as tensões comerciais, o aumento dos custos laborais e o aumento dos riscos de abastecimento. Além disso, a liberalização do comércio parou, não tanto pela imposição de tarifas, mas por causa de regulamentações e barreiras não tarifárias.

 

Panorama misto

O clima geral para o comércio mundial apresenta um panorama misto. A incerteza da política comercial diminuiu notoriamente, já que os Estados Unidos atuam de forma mais previsível e a ameaça de uma guerra comercial com a União Europeia é agora remota.

Contudo, com a China, as coisas são diferentes. A atual administração norte-americana mantém inalteradas as tarifas, impostos e obrigações de importação de produtos norte-americanos. Espera-se que esta situação de trégua se mantenha em 2021 e 2022, mas a questão da competitividade internacional relacionada com o enfoque chinês para a economia, onde as empresas estatais e as grandes subvenções desempenham um papel fundamental, está na agenda dos Estados Unidos e também da União Europeia.

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