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Crédito y Caución prevê aumento de 4% nas insolvências nos EUA

A Crédito y Caución estima que os Estados Unidos vão aprofundar a sua desaceleração em 2020.

A seguradora de crédito prevê um crescimento de 1,7%, fortemente apoiado no consumo privado, perante a debilidade dos investimentos, dos gastos públicos e das exportações.

Embora as finanças das famílias estejam em melhores condições do que há uma década, entre as empresas, houve um aumento da dívida e da deterioração da sua capacidade de crédito. Muitas empresas aproveitaram a ampla disponibilidade de capital para distribuir dividendos mais elevados, em vez de investirem na economia real, o que aumenta a sua vulnerabilidade às crises económicas e financeiras.

Após nove anos de declínio, a Crédito y Caución estima que os dados de 2019 reflitam um crescimento de 2,5% nas falências empresariais nos Estados Unidos. Em 2020, a flexibilização da política monetária pode não ser suficiente para evitar um aumento adicional de mais 4%. As barreiras comerciais estão a provocar um maior número de insolvências no sector agrícola, enquanto o sector retalhista se apresenta mais vulnerável ao aumento dos custos de importação.

O relatório da Crédito y Caución considera que o recente acordo com a China não esclarece, de forma significativa, o futuro da política comercial dos Estados Unidos, num contexto de incerteza e de desaceleração da produção industrial. O tecido empresarial enfrenta uma redução nos lucros devido ao aumento dos preços de importação resultantes das tarifas aduaneiras, ao aumento dos custos laborais e à diminuição da procura externa. O relatório não prevê o crescimento substancial dos investimentos empresarias, que se contraíram no segundo e terceiro trimestres de 2019, e considera que há perspetivas limitadas quanto a novos estímulos fiscais. As exportações são afetadas pela queda na procura na China ou na zona do euro, pela desaceleração global na indústria transformadora e pela desvantagem competitiva de um dólar forte para os exportadores.

O consumo privado já representa mais de dois terços da atividade económica dos Estados Unidos, com uma taxa de crescimento anual de 1,9% desde 2016. O cenário base para 2020 prevê a continuação do crescimento, suportado por índices de desemprego baixos, pelo crescimento dos salários e por uma taxa de inflação modesta, embora se preveja o início de uma desaceleração gradual. A força do consumo privado baseia-se nas finanças das famílias que estão num estado muito melhor do que no período anterior à crise de 2008: a dívida das famílias caiu de quase 100% para 75% do PIB. As taxas de poupança pessoais aumentaram consideravelmente, de 3% há uma década para cerca de 8% na atualidade.

Os riscos negativos que poderiam conduzir a uma recessão prendem-se com a deterioração imprevista do consumo das famílias. “Uma centelha incendiária poderá ser a queda do mercado de valores, desencadeada pela concorrência sino-americana para domínio da indústria das tecnologias de ponta. Um aumento no preço do petróleo também representaria um golpe direto para os consumidores norte-americanos”, explica o relatório.

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