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Covid-19 impacta vendas da L’Oréal

E-commerce cresce mais de 50%

Foto Shutterstock

O impacto da expansão da Covid-19 nas contas da L’Oréal no primeiro trimestre traduziu-se numa descida de 4,3% das vendas (4,8% em termos orgânicos), para os 7.225,2 milhões de euros.

Não obstante, apesar das difíceis circunstâncias, a multinacional francesa superou o desenvolvimento do mercado de cosmética, que, segundo Jean-Paul Agon, presidente e CEO da L’Oréal, registou uma descida de 8%.

O desenvolvimento foi desigual consoante as divisões. A divisão de produtos de luxo, com uma queda de 9,3%, e a profissional, que perdeu 10,5%, foram as mais afetadas com o encerramento de perfumarias e salões de beleza em muitos países. Já a divisão de consumo teve uma descida mais moderada, cerca de 3,6%, principalmente devido à manutenção da atividade no negócio mass market. Por seu turno, a divisão de cosmética ativa cresceu 13,2%, com um canal farmácia completamente ativo e uma gama fortemente adaptada à procura de produtos de saúde. Já o Travel Retail foi muito afetado pelas fortes restrições às viagens em todo o mundo.

Mas os efeitos da Covid-19 são também visíveis no crescimento do negócio de e-commerce, um forte motor de desenvolvimento para o grupo e que já representa 20% das vendas, acima dos 50%.

No que ao negócio de consumo, em concreto, diz respeito, o impacto da pandemia nas diferentes categorias foi díspar. A mais prejudicada foi a maquilhagem, embora o cuidado facial também tenha descido. Já a limpeza facial, higiene, cuidado capital e, sobretudo, a coloração aceleraram, com especial benefício para a Garnier, nas semanas finais de março, nos mercados da Europa Ocidental.

Quanto às áreas geográficas, todas as regiões foram afetadas pelos encerramentos de lojas e medidas de emergência sanitária, começando na China, desde janeiro, e depois no resto do mundo, particularmente na Europa Ocidenral, desde início de março, e na América do Norte, desde o final desse mês. O grupo detalha que, na China, as vendas caíram 6,4%, mas estão já a recuperar.

Assim, as previsões para os próximos meses, contemplam um impacto significativo no consumo de produtos de beleza e cuidados da pele e, como consequência, no negócio no segundo trimestre. À medida que as medidas restritivas sejam levantadas, o mercado tenderá a recuperar, tal como acontece já na China.

Para fazer face a esta situação, Jean-Paul Agon defende um modelo de negócio equilibrado, com presença em todos os canais de distribuição e categorias; a introdução de medidas muito rigorosas em termos de disciplina operativa; a entrada, neste período, com um balanço sólido e linhas de crédito muito substanciais e o talento, agilidade e compromisso das equipas a nível mundial.

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