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Consumo de gin afasta-se dos mercados “core”

O mercado das bebidas alcoólicas cresceu apenas 1% em volume em 2013, com a maturidade dos mercados desenvolvidos a ser exacerbada pela desaceleração do crescimento nos países emergentes, sobretudo no Brasil, onde as vendas chegaram mesmo a cair. As bebidas espirituosas demonstraram, contudo, um melhor desempenho, beneficiando do crescente interesse dos “Millenials” na mixologia e na experimentação. Daí a atual popularidade do gin, cujo consumo não está mais tão dependente dos seus mercados “core”.

O consumo de gin tem sido dominado por três mercados principais, excetuando a Índia, onde consiste inteiramente em marcas económicas locais: Estados Unidos da América, Espanha e Reino Unido. No ano passado, estes três mercados representaram, segundo a Euromonitor, 66% do volume global das vendas da categoria e foram os únicos a exceder, cada um, os seis milhões de litros. Existem, contudo, alguns sinais de mudança, com o gin a ganhar popularidade noutros mercados europeus. E, sobretudo, ao nível dos produtos premium. É o caso do mercado português que, de acordo com a Euromonitor, beneficiou da proximidade a Espanha, assim como de outros países da Europa Central e do Norte, casos da Alemanha, Bélgica, Áustria, Suíça e Itália.

O mercado mais interessante, indica a consultora, é provavelmente o belga, onde a popularidade dos produtos premium e super premium “explodiu”. Categoria que foi favorecida pelo maior otimismo dos consumidores e pela tendência de associar a gastronomia às bebidas espirituosas, com muitos chefs a fazerem harmonizações de gin com comida.

Mas existem ainda muitos outros mercados por onde o gin pode crescer. Os franceses, por exemplo, ainda não se renderam ao seu “charme” e em África existe um enorme potencial de desenvolvimento, embora num horizonte mais alargado.

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