Cliente sorridente escolhendo uma garrafa de vinho em um supermercado bebe seção, lendo o rótulo e empurrando um carrinho de compras Foto Shutterstock
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Consumidores britânicos cortam nas compras com subida de preços alimentares

Conflito no Médio Oriente pressiona preços e leva britânicos a reduzir gastos em supermercados, revela estudo da GlobalData

O agravamento do conflito no Médio Oriente está a ter efeitos diretos no custo de vida no Reino Unido, com impacto visível no cabaz alimentar. Segundo a GlobalData, 28% dos consumidores britânicos já reduziram os gastos em compras de supermercado como resposta ao aumento dos preços.

O alerta surge em linha com as preocupações da National Farmers’ Union, que antecipa subidas generalizadas de preços em vários sectores, impulsionadas pelas tensões geopolíticas e pelas perturbações nas cadeias de abastecimento.

De acordo com Ramsey Baghdadi, os consumidores estão a adaptar rapidamente os seus hábitos, priorizando bens essenciais e procurando alternativas mais económicas. “A pressão inflacionista está a obrigar a uma revisão das estratégias tanto por parte dos consumidores como das marcas”, sublinha.

Os dados do primeiro trimestre de 2026 revelam também diferenças geracionais significativas. Cerca de 38% da Geração X afirma ter reduzido despesas com alimentação, face a 31% dos Millennials e 28% da Geração Z. Já entre os Baby Boomers, apenas 16% reporta cortes, evidenciando uma maior resiliência financeira.

Perante este cenário, a eficiência de custos tornou-se prioridade. Marcas e retalhistas estão a apostar em embalagens mais pequenas e acessíveis, permitindo aos consumidores gerir melhor o orçamento e, simultaneamente, reduzir o desperdício. A valorização de produtos multifuncionais e práticas como o consumo integral de alimentos também ganha destaque, alinhando poupança e sustentabilidade.

Aumenta procura por marcas próprias

Outra tendência em crescimento é a procura por marcas próprias e alternativas de baixo custo. Empresas como Nestlé e Gosh! Food enfrentam o desafio de se posicionar como opções acessíveis sem comprometer a qualidade, num mercado cada vez mais sensível ao preço.

Apesar da pressão económica, a sustentabilidade mantém-se como fator relevante nas decisões de compra. Marcas como Pukka e Pip Organic reforçam práticas responsáveis para captar consumidores conscientes. Iniciativas de redução de desperdício e soluções como sistemas reutilizáveis, a exemplo da Club Zero, também ganham terreno.

Num contexto de incerteza, a flexibilidade financeira torna-se essencial. Especialistas defendem que consumidores e empresas devem privilegiar liquidez e decisões informadas, numa altura em que os mercados globais continuam a ser influenciados pela instabilidade geopolítica.

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