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Confusão na rotulagem é responsável por 10% do desperdício na Europa

A cada ano, 88 milhões de toneladas de alimentos são desperdiçados na Europa e cerca de 10% de todo esse desperdício está relacionado com a data de validade dos alimentos, de acordo com a Comissão Europeia.

Por isso, a Too Good To Go insiste que ainda há muita confusão sobre as datas de validade, entre os consumidores, o que está a fazer com que se desperdice uma grande quantidade de alimentos que ainda podem estar em boas condições e poderiam ser consumidos. “Atualmente, cerca de nove milhões de toneladas de alimentos são desperdiçados na União Europeia devido à rotulagem de datas, mas muito desse desperdício poderia ser evitado. Se quatro em cada 10 consumidores ainda têm dúvidas sobre o significado das datas, é claro que ferramentas mais claras devem ser oferecidas para ajudar a distinguir entre o consumo preferencial e a data de validade e o seu real significado. Desta forma, ajudaremos os consumidores a tomar melhores decisões e a reduzir o desperdício em casa, que é o elo da cadeia onde mais resíduos são gerados”, destaca Madalena Rugeroni, diretora da Too Good To Go em Portugal.

A empresa lembra que o prazo de validade indica que, após esta data, o produto deixa de ser seguro e não deve ser consumido. No entanto, o prazo de consumo preferencial indica que, uma vez passado, o produto pode perder algumas das suas propriedades, mas se tiver uma boa aparência, cheirar bem e tiver um bom sabor pode ser consumido sem riscos.

Nesse sentido, a Too Good To Go aponta que a data de consumo preferencial está presente numa grande variedade de produtos refrigerados e congelados, massas, arroz, bem como enlatados, óleos, entre outros alimentos. Muitos desses produtos não abertos podem ser consumidos alguns dias ou semanas após a data de consumo preferencial. Em alguns casos, podem ser consumidos alguns meses ou até um ano depois do prazo.

 

Consumo preferencial

Iogurtes ou pão fatiado podem ser consumidos até 15 dias após a data de consumo preferencial. No caso de bolachas, sumos, cereais ou molhos, o consumo pode ser feito até três meses depois. Enquanto café, legumes, farinha, massas, arroz e muitas conservas, que também têm data de consumo preferencial, serão adequados para consumo até um ano depois. “Nestes casos, o que se deve fazer é aplicar a lógica dos sentidos. Observe o aspeto do produto, verifique se cheira bem e prove. Isso vai-nos ajudar a saber se podemos, ou não, consumir os alimentos e evitar o desperdício”, afirma Madalena Rugeroni.

Reduzir o desperdício de alimentos tornou-se num dos grandes desafios para os próximos anos, já que a ONU incluiu a meta de reduzi-lo para metade, até 2030, nos seus Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. “O desperdício de alimentos é responsável por entre 8% e 10% das emissões globais de gases de efeito estufa. Com a redução, poderemos mitigar a nossa pegada e o impacto no planeta”, conclui.

 

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