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Confagri alerta para potencial escassez de bens alimentares nas prateleiras

Foto Shutterstock

A Confagri alertou para uma possível escassez de bens alimentares nacionais nas prateleiras, consequência do “abandono da produção de muitos produtores e do já conhecido plano estratégico da PAC que desvaloriza a produção nacional“.

A confederação nacional das cooperativas agrícolas e do crédito agrícola de Portugal lançou o alerta esta quinta-feira, dia 28 de outubro, referindo ainda, em comunicado enviado para a redação, que “é com extrema apreensão que a Confagri antevê o futuro do sector agrícola, considerando que os preços ao produtor de muitos produtos agrícolas e pecuários estão em decréscimo, pela pressão a que estão sujeitos e pela ditadura da distribuição“.

A Confragri afirma ainda que a atividade agropecuária foi fortemente penalizada pelos efeitos da pandemia, devido ao encerramento do canal Horeca. Com o fim do confinamento, perspetivava-se uma recuperação do sector, “o que não está a acontecer“.

A conjuntura agrava-se em resultado dos aumentos sucessivos dos preços dos fatores de produção, seja o gasóleo, as rações ou os adubos/fertilizantes/fitofármacos. “A atual situação é desesperante, depois de, em 2020, ter ocorrido um decréscimo do valor acrescentado bruto (VAB), do sector agrícola,(-8%), o agravamento dos custos intermédios vai continuar a ditar reduções no rendimento desta atividade e a viabilidade de alguns negócios, pelo que se teme a falência de alguns produtores, caso não haja uma resposta à altura por parte das políticas públicas, até agora claramente insuficientes para reestruturar e alavancar negócios locais“.

Perante a delicada situação em que se encontra o sector, considera também a Confagri que poderão vir a ser agravados problemas ambientais e de coesão territorial, com o abandono da produção e dos territórios.

 

Conselho geral

A fim de tentar encontrar soluções que respondam às dificuldades e desafios deste sector, a Confagri vai reunir o seu conselho geral, na presença da ministra da Agricultura, Maria do Céu Antunes, no próximo dia 3 de novembro, no Hotel dos Templários, em Tomar, para discutir e debater as propostas do Plano Estratégico da PAC (PEPAC) 2023-2027.

Às 14h30, haverá lugar para uma mesa redonda subordinada ao tema “A Proposta de PEPAC responde às necessidades e desafios do sector agrícola e florestal nacional?”, que contará com a participação de Arlindo Cunha, ex-ministro da Agricultura, Miguel Freitas, ex-secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural, e Eduardo Diniz, diretor geral do GPP (Gabinete de Planeamento) e encerramento pela ministra da Agricultura. “Esta é a oportunidade para reforçar e fortalecer este sector, para contrariar o abandono da atividade e prevenir o abandono dos territórios, um sector que gera riqueza (representa 3,9% do valor acrescentado bruto), que cria emprego e que produz alimentos para sustentar o país. Mas, para que isso seja exequível, é urgente que haja um envolvimento e um compromisso de cooperação a nível político que aliviem as sobrecargas ao nível dos custos de produção bem como a carga tributária“.

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