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Comércio mundial continuará a crescer de forma robusta

Apesar da política comercial dos Estados Unidos da América, a Crédito y Caución espera que o comércio mundial registe um crescimento de cerca de 3,5% em 2018 e 2019. A

A seguradora de crédito lembra que, em 2017, houve uma aceleração no comércio, que passou de 1,4%, em 2016, para 4,5%. Os Estados Unidos da América lideraram a recuperação (4,1% contra 0,2% em 2016), crescendo acima da zona do euro (3,5%) e abaixo das altas taxas nas economias emergentes do leste europeu (8,9%), Ásia (7,3%) e América do Sul (4,9%). “O forte crescimento em 2017 deveu-se em parte à recuperação. Portanto, em 2018 e 2019, esperamos que o crescimento do comércio mundial diminua ligeiramente, mas permaneça sólido em torno de 3,5%“, afirma a seguradora.

Esta perspetiva otimista baseia-se em três fundamentos: os efeitos limitados, desde 2016, da incerteza política na tomada de decisões económicas, o sólido crescimento dos Estados Unidos com uma forte recuperação dos fluxos de investimento e a contribuição significativa da China para o comércio mundial, com fortes crescimentos das suas exportações (6,8%) e importações (7,3%).

No entanto, o relatório aponta para algumas “obstruções“, como a “grave escassez de financiamento” para as PMEs na Ásia, América Latina, África e Médio Oriente. O relatório considera que “a possível introdução de uma tarifa de 20% sobre os automóveis, que a administração Trump está a considerar atualmente, constituiria uma séria escalada“.

O estudo lembra que após a crise financeira de 2008 “foi implementada uma montanha de políticas protecionistas” que começaram a ser progressivamente reduzidas a partir de 2014. O facto dos Estados Unidos terem invertido essa tendência ainda tem efeitos reais muito limitados. “A questão é se esta política, na sua intensidade atual embora limitada, reduzirá significativamente as expectativas de crescimento do comércio mundial. Afinal de contas, as tarifas anunciadas referem-se apenas a uma pequena parte dos mais de 17 biliões de dólares do comércio mundial anual“.         

Além disso, a seguradora lembra que a União Europeia, a Ásia ou a América do Sul intensificaram as negociações para renovar ou introduzir novos acordos comerciais. “Esta evolução oferece um claro contrapeso aos Estados Unidos. No entanto, só podemos esperar que seu efeito positivo seja sentido num maior crescimento do comércio global a longo prazo“.

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