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China lidera venda online de alimentos

A China é o país onde mais compras de produtos alimentares se fazem online, de acordo com um novo estudo da IGD. O mercado alimentar online chinês move quase 41 mil milhões de dólares e espera-se que, em 2020, este valor tenha multiplicado por cinco, alcançando os 180 mil milhões de dólares.

Nos últimos anos, as vendas de produtos alimentares através deste canal dispararam no mercado chinês, que está a amadurecer a um ritmo elevado. O motor deste crescimento são os dispositivos móveis e a maioria das vendas faz-se através de portais como os da Alibaba ou Jd.com. Os consumidores chineses utilizam, com cada vez maior frequência, o comércio eletrónico para a compra de bens importados, incluindo alimentos, que consideram como um luxo acessível. Veja o exemplo da Alibaba, que está a expandir os seus negócios com os países da América Latina, como o México, o Brasil e a Argentina, para responder à procura dos consumidores chineses por produtos destes mercados, sobretudo frescos, como o abacate. Só no mês passado, através das suas várias plataformas, a Alibaba vendeu mais de 10 mil pedidos de abacate mexicano. Outro exemplo é o da Unilever, que reforçou a sua aposta na venda direta ao consumidor com o lançamento de uma loja online na plataforma JD.com. Este espaço irá oferecer alguns dos produtos mais conhecidos da multinacional, alguns dos quais disponíveis pela primeira vez aos consumidores chineses.

Globalmente as vendas de produtos alimentares através da Internet irão crescer fortemente, com vários países a apresentarem aumentos de dois dígitos em volume. O segundo mercado mais importante é o Reino Unido, atualmente com um volume de vendas na ordem dos 15 mil milhões de dólares e com um crescimento previsto para os 28 mil milhões de dólares dentro de cinco anos. 27% dos consumidores britânicos que visitam páginas que comercializam alimentos compram pelo menos uma vez por mês e para 11% a Internet é mesmo o principal canal de compra. A IGD explica que os programas de fidelização estão a ajudar a aumentar as vendas, tanto em volume como em frequência.

O top 10 é formado, para além da China e do Reino Unido, pelo Japão, pelos Estados Unidos da América, pela França, pela Coreia do Sul, pela Alemanha, pela Austrália, pela Bélgica e pela Holanda.

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