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Mercadona confirma e reforça liderança

A Mercadona, o Grupo DIA e o Carrefour lideraram, novamente, em 2016, o mercado de retalho de bens de grande consumo espanhol, de acordo com os dados da Kantar Worldpanel.

Estes três retalhistas mantiveram o seu domínio apesar da renovada força da concorrência, desde os discounts Lildl e Aldi, aos operadores de comércio eletrónico pure player, liderados pela Amazon. “2016 foi, sem dúvida, um ano de transformação para o retalho espanhol, com praticamente todos os concorrentes a desenvolverem esforços para modernizar as suas instalações, adaptando-as ao consumidor que está cada vez mais exigente em todos os aspetos: uma cesta de compras completa, perto de casa, com produtos de qualidade, a um preço razoável e um ambiente sustentável”, comenta Florencio García, Retail Senior Director na Kantar Worldpanel.

A luta para ganhar quota de mercado nos frescos foi uma das tónicas dominantes de 2016, com a maioria das renovações a acontecerem neste sector. Os principais grupos continuaram a ganhar terreno ao canal especialista, que caiu para uma quota de 36,1% nos frescos, 1,2 pontos a menos que há um ano.

A Mercadona destacou-se no segundo semestre. Muito devido ao crescimento da sua oferta de frescos, fortaleceu a liderança no mercado espanhol. Com uma quota de mercado de 23%, ganhou 0,2 pontos face a 2015 e terminou o ano com uma presença em nove em cada dez lares espanhóis.

A batalha pela vice-liderança entre DIA e Carrefour foi acesa, com ambos a terminarem o ano com 8,5% de quota, registando o mesmo valor de 2015. O grupo espanhol beneficiou amplamente das suas novas propostas La Plaza e Clarel, que lhe permitiram ganhar terreno nos frescos e na saúde e beleza, onde anteriormente era menos expressivo. Entretanto, o Carrefour teve de compensar a perda de atratividade do canal hipermercado ao combinar a inovação com uma ampla gama de produtos e o crescimento da sua rede de supermercados.

O Lidl foi a cadeia com maior crescimento em Espanha, pelo terceiro ano consecutivo, conseguindo 4,1% das vendas de FMCG, num aumento de 0,5 pontos comparativamente a 2015. Com cerca de 600 lojas, seis em cada dez lares espanhóis compraram, pelo menos uma vez, no ano passado, no Lidl, o que o aproxima dos três líderes de mercado.

A Eroski terminou o ano com uma quota de 5,8%, 0,3 pontos abaixo de 2015, num exercício marcado pelo fim do seu ciclo de desinvestimentos. O panorama para a cooperativa basca é, contudo, positivo, tendo reforçado a sua posição como líder no norte de Espanha, aumentado a relevância na Galiza e mantendo-se firme no País Basco.

Outro grande grupo que não conseguiu crescer em 2016 foi a Auchan, que se ressentiu do fraco desenvolvimento do formato hipermercado, perdendo 0,1 pontos e alcançando uma quota de 3,7%.

Fora dos grandes grupos, 2016 foi positivo para os operadores regionais. Cadeias como a Consum, Ahorramos e Bon Preu registaram os maiores crescimentos nas suas respetivas regiões.

Mas a análise a 2016 não fica completa sem se mencionar o comércio eletrónico. “Vimos como todos os grandes grupos se posicionaram neste canal emergente, de um modo ou de outro, e como os novos concorrentes emergiram com propostas inovadoras, incluindo compras em mercados locais, desde os gigantes como a Amazon a entidades locais como a Lola Market e Ulabox”, nota Florencio García.

No último trimestre, as vendas online de FMCG cresceram 40% face ao mesmo período de 2015, resultando em 4,5 milhões de compras ao longo do ano. Este canal vale 11% das vendas de bens de grande consumo em Espanha, um valor que deverá aumentar este ano caso a tendência dos últimos três meses.

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