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Cais do Sodré, Clérigos e Aliados consolidam-se como novos destinos de compras de rua

O comércio de rua continua a crescer em Lisboa e Porto, sendo clara a expansão para zonas que estão a consolidar-se como novos destinos de compras e onde se prevê uma dinâmica elevada na procura e abertura de novas lojas. Esta é uma das conclusões do Market Pulse, um documento trimestral produzido pela JLL, onde a consultora analisa o desempenho dos mercados de escritórios e de retalho, bem como de investimento, em Portugal.

A dinâmica do comércio de rua é imparável e prova disso é que novos ‘clusters’ comerciais estão a consolidar-se quer em Lisboa quer no Porto. Este é um movimento que se deve, por um lado, à própria expansão da regeneração urbana a mais zonas das duas cidades, mas também ao ‘boom’ no turismo e ainda às alterações nos hábitos de consumo dos portugueses. Exemplo disso é a reemergência da vivência de bairro, que tem sido responsável por algum dinamismo em zonas quase exclusivamente residenciais, onde se denota atividade de operadores nacionais de conveniência com conceitos de comércio de bairro. Mas, em geral, é salutar ver que cada segmento está a encontrar o seu lugar e que cada zona se está a demarcar com um perfil específico. Além de que, não são apenas as marcas consolidadas, quer nacionais quer internacionais, que escolhem este formato para se instalarem. São também vários os exemplos de empreendedorismo de conceitos inovadores que estão a abrir lojas em Lisboa e no Porto”, comenta Patrícia Araújo, Head of Retail da JLL.

Em Lisboa, o “research” da JLL destaca a ascensão do Cais do Sodré como destino de restauração no segmento “trendy”/alternativo. Um dos destinos preferidos dos turistas para entretenimento, esta zona tem sido palco de uma forte revitalização, acolhendo diversos projetos de habitação e alojamento turístico e novos equipamentos de lazer, além de beneficiar ainda da consolidação da zona histórica e Ribeirinha no mercado de escritórios, o que traz para a zona um fluxo regular de consumidores. Constando agora no mapa das principais zonas de comércio de rua de Lisboa, o Cais do Sodré apresenta uma renda “prime” no terceiro trimestre de 2016 de 35 euros por metro quadrado ao mês, valor entre as rendas “prime” praticadas na Rua Castilho (30 euros/metros quadrados/mês) e no Príncipe Real (40 euros/ metros quadrados/mês).

Já no Porto, evidenciam-se a zona dos Clérigos e Aliados, onde deverão surgir diversos novos projetos de reabilitação, especialmente habitacional e a abertura de novas lojas até ao próximo ano, consolidando-se como o destino privilegiado de comércio de rua no segmento premium. As rendas das lojas de rua no Porto continuam a ser referenciadas pelo valor praticado na rua de Santa Catarina, o eixo central da Baixa, que registou o aumento mais elevado dos destinos de compras analisados pela JLL em ambas as cidades. De acordo com a consultora, a renda “prime” das lojas de rua neste eixo da Invicta cresceu 22% no terceiro trimestre face ao mesmo período de 2015, fixando-se agora em 55 euros/metros quadrados/mês.

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