As empresas produtoras e grossistas de café, chá, cacau e especiarias registaram, em 2024, um crescimento de 17% no volume de negócios, segundo dados do Insight View. Este resultado consolida a tendência positiva já observada no exercício anterior, quando o crescimento foi de cerca de 8%.
A análise mostra uma forte concentração nos grandes centros urbanos: Lisboa lidera com 23%, seguida do Porto (15%), Braga (7%), Setúbal (7%) e Faro (6%).
Outro dado relevante é a juventude do sector. 40% das empresas foram constituídas nos últimos cinco anos, revelando dinamismo e renovação. 25% têm entre seis e dez anos, outras 25% entre 11 e 15 anos, enquanto apenas 4% operam há 16 a 25 anos e 6% estão no mercado há mais de 25 anos.
Quanto ao risco, o cenário é equilibrado: 16% das empresas apresentam baixo risco, 71% situam-se em risco médio, 12% em risco elevado e apenas 1% enfrenta risco máximo, o que reforça a confiança no sector.
A estrutura empresarial é dominada por microempresas (85%) e pequenas empresas (12%), que representam 97% do total. As médias empresas somam 2% e as grandes apenas 1%.
Os prazos médios de pagamento e de recebimento mostram sinais de melhoria.
Consumo interno em melhoria
Embora de uma forma algo tímida, são registadas melhorias, tanto no prazo médio de pagamento como no prazo médio de recebimento, que respetivamente, passam para 96 e 97 dias, com uma redução de um dia em cada face ao período económico anterior. Estes indicadores sugerem que tanto os produtores de café e chá quanto os grossistas de café, chá, cacau e especiarias possuem alguma estabilidade na gestão do fluxo de caixa, o que reduz o risco percebido para clientes e fornecedores.
Embora o volume de negócios tenha tido, globalmente, um aumento superior a 17% face a 2023, vemos que a taxa de exportação baixou no mesmo período. Isto demonstra um aumento no consumo interno dos produtos destas empresas e, em simultâneo, um aumento na valorização dos mesmos.









