A Black Friday, que se assinala a 27 de novembro, e a Cyber Monday, a 30 de novembro, estão cada vez mais associadas ao planeamento das compras e à expectativa de poupança. Segundo um novo estudo desenvolvido pela ConsumerChoice, 91% dos participantes com compras previstas adia pelo menos algumas aquisições à espera destas campanhas.
Os dois eventos são familiares para os participantes, com a Black Friday a destacar-se como a mais conhecida face à Cyber Monday, que é mais dedicada às promoções online em tecnologia, eletrónica, gaming e eletrodomésticos.
Para 39% dos participantes, a segunda data representa uma oportunidade para encontrar um produto que não conseguiram comprar na primeira ocasião, enquanto 33% espera encontrar descontos diferentes entre os dois eventos. Outros 19% valorizam o tempo adicional para decidir, e 42% afirmam que vão acompanhar ambas as campanhas.
Descontos determinam o momento
O planeamento assume um papel central na preparação para estes eventos. A maioria dos consumidores (54%) já tem algo em mente para comprar e 27% sabe o que quer, embora ainda não tenha escolhido um produto específico. Por outro lado, 26% já identificou o que pretende adquirir.
Esta intenção traduz-se numa estratégia de espera. Entre os inquiridos com compras planeadas, 91% adia pelo menos algumas aquisições à espera da Black Friday ou da Cyber Monday. Se não encontrasse descontos, 62% afirma que adiaria a compra, enquanto 16% compraria na mesma.
Esta importância do desconto também se reflete no comportamento após o fim das campanhas. 69% dos participantes revela que aguardaria se o preço de um produto se mantivesse igual na semana seguinte a estas datas. Os dados sugerem que a promoção não cria necessariamente a vontade de comprar, mas pode determinar quando essa compra acontece.
Essa tendência é reforçada quando os entrevistados são questionados sobre a sua compra mais recente. 77% já queria o produto ou tinha necessidade dele antes de ver a promoção.
Menos compras por impulso
O estudo analisou também a influência das promoções no aumento da despesa, através de um cenário hipotético em que aproveitar um desconto implicava aumentar uma compra de 80 para 100 euros.
Perante este cenário, 41% manteria a compra inicial e 48% acrescentaria apenas produtos que já tencionava comprar. Somente 11% procuraria outros artigos sem ter compras adicionais previstas. Grande parte demonstra, assim, um comportamento orientado por necessidades ou intenções anteriores, mesmo quando existe um incentivo para aumentar a despesa.
Quando confrontados com um produto não planeado, comprado por 50€ e anunciado como tendo custado 100€, 47% refere que sentiu simultaneamente ter poupado 50€ e ter gasto 50€ em algo que não contava.
O resultado evidencia a diferença entre a poupança percebida e a despesa efetiva. Ainda que a redução do preço seja real face ao valor anunciado, isso não significa que o consumidor tenha gasto menos no conjunto das suas compras.








