Tigela de vidro com azeite extra virgem acompanhada por azeitonas verdes e folhas de oliveira, representando o azeite como produto essencial da dieta mediterrânica Foto Shutterstock
Alimentar

Associação de Olivicultores e Lagares de Portugal estima produção de 160 mil toneladas de azeite na campanha 2025/26

Produção recua cerca de 10% face à campanha anterior, mas qualidade mantém-se elevada

A campanha 2025/2026 deverá encerrar com uma produção nacional estimada em cerca de 160 mil toneladas de azeite, o que representa uma redução aproximada de 10% face às 177 mil toneladas registadas em 2024/2025, segundo balanço divulgado pela Associação de Olivicultores e Lagares de Portugal (OLIVUM).

Os associados da OLIVUM apuraram uma produção de 112 mil toneladas, sendo que a associação representa aproximadamente 70% da produção nacional.

Ano de contrassafra e impacto climático

A quebra produtiva reflete um ano de contrassafra, agravado por condições meteorológicas adversas. De acordo com Gonçalo Moreira, da OLIVUM, o início da campanha foi marcado por temperaturas muito elevadas e ausência prolongada de precipitação até ao outono, condicionando os rendimentos nas primeiras semanas. Posteriormente, com a descida das temperaturas, os rendimentos de extração melhoraram progressivamente, permitindo alcançar um valor final alinhado com as previsões iniciais.

A associação sublinha que a redução não foi mais acentuada graças à entrada em produção de novos olivais, que ajudaram a equilibrar o impacto climático.

Qualidade mantém posicionamento internacional

Apesar da quebra quantitativa, não se registaram incidências relevantes de pragas ou doenças, o que permitiu manter elevados padrões de qualidade.

A campanha 2025/26 registou uma percentagem muito significativa de azeite virgem extra, reforçando o posicionamento de Portugal como referência internacional nesta categoria premium.

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