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Alorna provada e aprovada

Um passado secular e uma marca apreciada por muitos consumidores dentro e fora de portas. Em poucas palavras, assim poderia ser descrita a Quinta de Alorna, marca emblemática dos vinhos do Tejo e que disponibiliza um portfólio rico e diversificado. Onde figuram, mais recentemente, uma gama de Monocasta brancos e tintos que se pautam pela frescura e aroma, a juntar a “best-sellers” como os Reserva ou os incontornáveis Marquesa de Alorna Grande Reserva. Vinhos a (re)descobrir a uma curta distância do rebuliço de Lisboa.

É na calma de Almeirim que se localiza uma das mais tradicionais e representativas propriedades do passado imenso e fértil que caracteriza a nossa história coletiva. A Quinta de Alorna, a magnífica propriedade localizada à entrada de Almeirim, hoje rasgada pela Estrada Nacional 118, remete a imaginação para o passado, enquanto a sua atividade agrícola e, sobretudo, vitivinícola transporta-nos para um Portugal moderno, que honra a tradição e a história, mas que aponta ao amanhã com convicção.

Sob a batuta e mestria da enóloga Martta Reis Simões muitos, e bons, são os néctares provenientes das suas vinhas que chegam ao mercado, colheita após colheita. Fruto do investimento contínuo feito na marca, na produção vitivinícola, seja ele tempo ou capital. Resultado, aumento de quantidade e aumento de qualidade. “O aumento de quantidade é importante porque temos crescido em vendas e, portanto, é necessário ter capacidade de armazenamento para os vinhos que vamos vender nos anos seguintes. Mas temos feito também investimento em aumento de qualidade. Isso é notório nos tintos a partir de 2015. Já fizemos alguns investimentos logo após a vindima e os vinhos em cuba foram feitos de uma forma totalmente diferente, com um incremento de qualidade importante. Depois, uma série de investimentos menores em pequenos equipamentos que nos ajudam a ter transformações em detalhes nos vinhos. Tem sido um foco relevantíssimo e que se tem notado”, introduz Pedro Lufinha, diretor geral executivo da Quinta da Alorna.

Menos percetível, o investimento traduzido em forma de tempo, seja em experiências, “coisas novas” que, “de vez em quando”, permitem lançar alguns produtos inovadores no mercado, a exemplo dos Grande Reserva Marquesa de Alorna, “os primeiros Grande Reserva da região”. Isto, além de referências como o Quinta da Alorna Reserva Branco (Arinto/Chardonnay), o Touriga Nacional, um vinho com um perfil e posicionamento muito próprio, o Sauvignon Blanc, o Colheita Tardia, entre outros. “No fundo, temos vindo a estabelecer algumas tendências e isso é muito importante para nós. A curtíssimo prazo temos, ainda, um projeto muito importante, que é crescermos um bocadinho a adega, para ter um produto tinto claramente superior e que nos permita dar um salto de preço e notoriedade muito importante”, reforça Pedro Lufinha.

Região
Aposta no futuro, de modo a associar, cada vez mais, a região vitivinícola do Tejo a vinhos de qualidade. Para trás, ficou a visão da região “menos amada” com as suas propostas a irem de encontro aos mais altos requisitos de enófilos e consumidores de todo o mundo. Com os seus 220 hectares de vinha, a Quinta da Alorna apresenta, hoje, um portfólio rico e diversificado, para diferentes carteiras e ocasiões, onde prevalece uma surpreendente relação qualidade/preço, com a frescura e elegância dos seus néctares a serem uma constante ao longo da gama. “Nós temos, não só a Quinta da Alorna, mas a região no geral, muita frescura e essa frescura e boa acidez faz com que tenhamos perfis de vinhos muito mais elegantes, muito mais perfumados do que alguns outros que são mais intensos. Como temos um clima com alguma frescura de noite e muito quente durante o dia, acabamos por ter plantas que nos permitem também alguma maturação, mas com elegância, uma vez que a planta repousa durante a noite e ganha uma série de nutrientes importantes para essa frescura”, reforça.

Razão pela qual, os vinhos do Tejo passaram a ser uma aposta mais regular, e visível, na oferta vínica da restauração a nível nacional, fruto de um trabalho concertado não só a nível dos produtores, como também da própria Comissão Vitivinícola Regional do Tejo, o que se reflete no foro interno, mas, também, a nível externo. Ao todo, são 28 o número de países onde a Quinta de Alorna se faz representar, dos quais seis são considerados estratégicos e onde tem investido significativamente nos últimos anos. Nomeadamente, China, Brasil, Polónia, Rússia, Inglaterra e Estados Unidos, a que se junta a Holanda, onde este produtor acredita ter atingido a maturidade em termos de vendas. “Nos restantes acreditamos que ainda podemos crescer muito mais. Os Estados Unidos são, curiosamente o que ainda representa menos peso nas vendas, mas onde temos investido mais nos últimos anos e onde vamos continuar a fazê-lo. No Brasil estamos a crescer imenso, enquanto na China começam a reconhecer os rótulos. Isso começa a ser muito importante para nós, vermos que já há algum reconhecimento de marca a nível internacional. Os monocasta são, claramente, algo que pensamos ser mais adequado ao mercado internacional, porque existem vários mercados que são específicos de monocasta. Os Estados Unidos, por exemplo, são um deles. Consomem muito e até as cartas estão organizadas por castas, portanto, um vinho duocasta tem alguma dificuldade”, valida Pedro Lufinha.

Construção de marca
Comum aos néctares de blend e aos monocasta, a visão de construção de valor acrescentado e de marca, seja no mercado nacional ou nos destinos de exportação. E se o mercado nacional representa 50% das vendas, a aposta na internacionalização é, igualmente, visível, com o ano de 2017 a testemunhar a contratação de uma “brand ambassador” para trabalhar a marca em exclusividade nos distribuidores e no canal “on trade”.

Uma presença complementar ao sempre importante negócio da distribuição moderna. “Temos o Quinta da Alorna Branco e Tinto na distribuição moderna, em todas as superfícies, e com um volume muitíssimo relevante para as nossas vendas. O que queremos é que a esse volume se junte o valor e a notoriedade das nossas marcas, dos nossos Reserva, dos nossos Grande Reserva, dos nossos Colheita, etc.”.

Em suma, unicidade. Porque vinhos há muitos no mundo inteiro, são todos diferentes, existindo, naturalmente, algumas semelhanças entre vários deles, pelo que a promoção e o reforço das ligações a consumidores e parceiros de negócio apresenta-se como decisiva para a marca. Relação que se sobrepõe ao rótulo, à especificidade, ou qualidade, de um determinado vinho e onde o palácio da Quinta da Alorna se apresenta como um cartão-de-visita distintivo e, em muitos casos, facilitador de negócios. “Este palácio é, claramente, o nosso melhor marketing. Aqui criamos uma relação com a marca que se sobrepõe a muitos aspetos. Temos de nos diferenciar pela emoção que a nossa marca transmite às pessoas. E, assim, quando vão para os seus países podem transmitir toda a emoção que sentiram. Esse é outro investimento que temos feito, em visitas inversas. Ou seja, em premiar os bons vendedores e bons clientes, lançando-lhes o desafio de venderem bem e terem como prémio vir cá. Vemos que depois, quando regressam, vendem ainda mais”, assegura o diretor geral executivo da Quinta da Alorna.

Novas colheitas
Para tal, conta com um portfólio diversificado onde se destacam, a nível dos monocasta, as propostas Verdelho, Alvarinho, Sauvignon Blanc e Arinto que chegam agora ao mercado com as colheitas de 2017. Isto no caso dos brancos, com o Touriga Nacional a encontrar na colheita de 2015 a novidade em termos de monocasta tinta. Um Touriga Nacional jovem, fácil de beber, uma abordagem distintiva à casta de Portugal e que reforça os motivos de atração a esta gama. Mas sem esquecer os clássicos Quinta da Alorna Branco e Tinto, agora nas colheitas de 2016 e 2015, respetivamente, o sempre apelativo Alorna Rosé (feito de Touriga Nacional) que chega ao mercado na edição 2017, assim como os “best-sellers” Reserva Branco 2017 (Arinto/Chardonnay) e Tinto 2014 (Touriga Nacional/Cabernet Sauvignon). Por último, aqueles vinhos que enchem a alma e ficam bem em qualquer mesa, com a região do Tejo a demonstrar que também tem potencial de evolução para vinhos que são bons agora e que poderão ser, ainda, melhores no futuro. Falamos, claro está, dos Marquesa de Alorna Grande Reserva Branco 2015 e Tinto 2013, esses mesmos que não se sabe quais são as castas constituintes, mas tem-se a certeza que redundam em duas grandes propostas da Alorna.

Empresa que continua a crescer, ano após ano, reforçando a sua presença nos mercados externos, mas sem esquecer a importância de operar no mercado nacional, numa contínua aposta na qualidade. O seu rico passado assim o exige e os consumidores agradecem.

Este artigo foi publicado na edição n.º 50 da Grande Consumo.

Veja aqui o vídeo da entrevista:

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