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“Acreditamos que iremos reforçar a nossa quota de mercado nos próximos tempos”

O Aldi iniciou a sua expansão no norte do país, com a abertura das três primeiras lojas nesta região. Com estas aberturas, duas das quais no Grande Porto, o Aldi terminou o ano com 57 pontos de venda em Portugal. Em 2018, conta com um plano de expansão ambicioso, pelo que acredita ser possível inaugurar um número considerável de novas lojas e chegar às cidades onde ainda não está presente. Sem adiantar números concretos de novas aberturas, a empresa alemã indica que as vendas têm acompanhado a expansão no mercado nacional e acredita que irá reforçar a sua quota de mercado, nos próximos tempos.

O Aldi iniciou a sua expansão no norte do país, com a abertura das três primeiras lojas nesta região, no final do ano de 2017. Com estas aberturas, terminou o ano com 57 pontos de venda em Portugal, números que deixam a empresa satisfeita com o atual parque de lojas detido. “Estamos satisfeitos com o parque de lojas atual e continuamos em expansão”, garante o departamento de Marketing do Aldi Portugal à Grande Consumo. “Aquando da chegada a Portugal, constatámos que algumas instituições públicas e os processos burocráticos inerentes, por vezes, atrasam o desenvolvimento do negócio. Felizmente, existem também bons exemplos e acreditamos em Portugal”.

Crença que motiva a que, nos próximos anos, o Aldi pretenda chegar às cidades onde ainda não está presente, incluindo a zona Norte, mas também reforçar a sua posição nos grandes centros urbanos onde já está representado. “Temos um plano de expansão ambicioso e acreditamos ser possível inaugurar um número considerável de lojas novas em 2018”, assegura. “Prevemos também investir, em Portugal, na construção de um entreposto logístico moderno, capaz de servir as necessidades do futuro”.

Futuro
As “trends” do momento – frescos e produtos saudáveis – são também apostas do Aldi neste renovado ciclo de expansão e abordagem ao mercado português. “É uma aposta que iniciámos já há algum tempo. Com o nosso conceito e com o aumento da oferta de frescos e produtos saudáveis, pretendemos corresponder às expectativas da sociedade, oferecendo opções de consumo equilibrado e consciente, através de produtos produzidos de forma sustentável e com menor impacto ambiental. Será nestes segmentos que vemos o futuro da marca Aldi em Portugal, querendo responder, desta forma, às novas exigências do mercado”.

Mercado que, atualmente, é caracterizado por uma intensa atividade promocional e que se está a preparar para acomodar, em 2019, mais um operador, a Mercadona, líder indiscutível no país vizinho, que se prepara para abrir as suas primeiras lojas no país, precisamente na região Norte. “Estamos atentos à evolução do mercado e acreditamos que a intensificação da atividade promocional tem um limite. Iremos manter-nos fiéis ao nosso conceito de qualidade máxima – preço mínimo. Desde sempre, concentrámo-nos na oferta de bens alimentares e não alimentares essenciais para o dia-a-dia, sempre com esse compromisso. Instrumentais para a concretização deste compromisso são as nossas marcas próprias e acreditamos que, através da oferta de produtos diferenciadores, conseguimos cimentar a nossa posição no mercado nacional. Através das nossas marcas, conseguimos definir as nossas exigências e influenciar positivamente a cadeia de abastecimento, algo que nos diferencia de outros operadores no mercado”.

Muito mudou desde a abertura da primeira loja Aldi em Portugal, em 2006. Muitos foram os desafios, mas o Aldi garante que os seus valores básicos continuam a acompanhar a sua atividade e têm permitido a fidelização de clientes. “Em 2006, abrimos as primeiras lojas Aldi em Portugal e, desde então, temos expandido a rede de forma contínua e adaptado a nossa oferta às exigências do mercado e dos nossos clientes. Como empresa internacional de retalho, temos consciência das consequências da nossa atividade empresarial para o ambiente e para a sociedade. Tal, representa para nós um desafio, mas igualmente uma oportunidade para nos diferenciarmos no mercado, e temos implementado, por isso, vários projetos e adaptado um conjunto de medidas relacionadas com questões de sustentabilidade ambiental e social. Neste momento, estamos a testar um novo conceito de loja, com o objetivo de melhorar a experiência do cliente durante a sua visita”, indica a fonte do Aldi.

Reconhecendo que os consumidores procuram cada vez mais experiências de compra de proximidade, onde as visitas sejam rápidas, simples e sempre com produtos qualidade e inovadores, é neste sentido que o Aldi diz ter acompanhado, diversificado e adaptado a sua oferta e conceitos. “Sabemos que os consumidores portugueses valorizam a nossa oferta de frescos (frutas e legumes, carne, pão e pastelaria), bem como a oferta de artigos diferenciadores, de carácter sazonal ou de ação, que personificam o conceito ‘cada dia especial – simplesmente ALDI’. Muitas das nossas marcas próprias contam já com a confiança dos portugueses devido à relação de qualidade dos produtos a um preço justo”.

Neste momento, o grupo encontra-se a testar novos formatos e conceitos de loja de forma a melhorar a experiência de compra do cliente. O novo conceito ANICO – ALDI NORD INDOOR CONCEPT permitiu concluir que os consumidores valorizam uma experiência de compra mais cómoda, com uma gama de produtos mais alargada. Desse modo, o Aldi está a procurar tornar as suas lojas mais confortáveis e modernas, graças a uma melhor identificação dos produtos, a uma organização mais simples e eficaz, com mais espaço para os produtos que os clientes mais procuram, nomeadamente frutas e legumes, carne, produtos de pastelaria e padaria e novos artigos de conveniência, prontos a consumir, que se revelam soluções práticas para o dia-a-dia. “A nossa oferta está, cada vez mais, sustentada num sortido de produtos nacionais, biológicos, vegetarianos e certificados, como o café ou cacau com certificação UTZ”, acrescenta.

No âmbito da aplicação do novo conceito de loja ANICO – ALDI NORD INDOOR CONCEPT nas lojas novas, as já existentesserão remodeladas e adaptadas a este novo modelo, que inclui também várias medidas para diminuir a pegada de carbono, por exemplo, através de sistemas de iluminação e tecnologias de refrigeração mais eficientes e amigas do ambiente. “Acreditamos que, nos próximos anos, as questões da sustentabilidade económica, ambiental e social continuarão a ter um peso significativo para a nossa atividade empresarial e temos, por isso, já traçado um caminho com vários projetos e medidas que aplicam os nossos valores da simplicidade e sentido de responsabilidade nos nossos produtos e à nossa atividade em Portugal”.

De fora desta visão fica para já enveredar por outra “trend” do momento, as vendas online. “Apesar de estarmos cientes da importância de proporcionar uma experiência omnicanal aos nossos clientes, não existem, para já, planos para a implementação da venda online. Estamos, no entanto, a acompanhar as tendências, de modo a conseguirmos chegar aos nossos clientes através de vários canais, disponibilizando informações atualizadas sobre os nossos artigos, informações adicionais sobre as nossas gamas ou sobre outros assuntos, relacionados com a nossa atividade empresarial”.

Premissas de um modelo que tem cada vez mais clientes fidelizados, com as vendas a acompanharem a expansão no mercado nacional. “Acreditamos que iremos reforçar a nossa quota de mercado, nos próximos tempos”, conclui.

Este artigo foi publicado na edição n.º 49 da Grande Consumo.

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