Com mais de 200 empresas expositoras, compradores internacionais e uma programação que integra conferências, showcookings e demonstrações tecnológicas, a Lisbon Food Affair (LFA) reforça, em 2026, o seu papel como catalisador de oportunidades de negócio no sector alimentar. Carla Borges Pita, gestora do evento, detalha os objetivos estratégicos da edição deste ano e o valor gerado para empresas e profissionais. A feira decorre de 9 a 11 de abril, na Feira Internacional de Lisboa, no Parque das Nações.
Que principais objetivos estão definidos para a edição deste ano da Lisbon Food Affair?
Para a edição deste ano, reforçamos o compromisso com os eixos estratégicos da LFA, definidos desde a primeira edição: internacionalização, inovação, sustentabilidade e valorização da produção nacional, pilares que atravessam os três salões – Food & Beverage, Horeca e Technology – e que se mantêm atuais. O nosso principal objetivo é consolidar a LFA como o ponto de encontro obrigatório do sector em Portugal, reunindo indústria, distribuição, retalho e canal Horeca.
Neste contexto, damos especial atenção ao reforço da captação de visitantes profissionais, nacionais e internacionais, criando oportunidades de negócio de qualidade, e à promoção da internacionalização das marcas portuguesas, permitindo que produtos e soluções ganhem visibilidade e acedam a novos mercados.
A feira procura também estimular um networking qualificado entre os principais players do sector, fortalecendo relações comerciais e estratégicas, enquanto valoriza as tendências de inovação e sustentabilidade, fundamentais para moldar o futuro da alimentação e apoiar a competitividade das empresas.
Em suma, a LFA pretende ser uma plataforma de negócio e de partilha de conhecimento, consolidando-se como o evento de referência que une toda a cadeia de valor do sector alimentar, que promove a inovação e contribui para o desenvolvimento sustentável do mercado português.
Carla Borges Pita, gestora da Lisbon Food Affair, sublinha a ambição de consolidar o evento como o principal ponto de encontro do sector alimentar em Portugal.

Em poucas palavras, o que diferencia esta edição das anteriores?
A aposta passa por consolidar o crescimento do evento, tanto ao nível das empresas participantes como dos visitantes profissionais, reforçando a sua posição como o ponto de encontro obrigatório do sector alimentar em Portugal e uma plataforma cada vez mais sólida de negócio, networking e inovação, mantendo e potenciando os resultados já alcançados.
Que perfil de expositores e marcas poderão os visitantes encontrar este ano?
Nesta edição da Lisbon Food Affair, os visitantes vão encontrar um perfil diversificado de expositores e marcas, de produtores, fabricantes, representantes, importadores e exportadores, distribuídos pelas três grandes áreas de exposição – alimentar e bebidas, Horeca e máquinas, equipamentos e tecnologias.
Os profissionais vão ter a oportunidade também de conhecer novas empresas no mercado que trazem consigo novas marcas e produtos, para além de uma área dedicada a startups, com novos projetos, o que contribui para o carácter inovador da feira. Destaca-se, em particular, uma maior incidência de empresas de tecnologias, com soluções que incorporam inteligência artificial, digitalização e automação, refletindo as tendências que estão a transformar o sector alimentar e a hotelaria.
Que temas ou áreas ganham maior destaque nesta edição da feira?
Nesta edição da LFA, vários temas ganham particular destaque, refletindo as tendências e desafios que estão a marcar o sector alimentar e o canal Horeca. Entre os temas estratégicos mais visíveis estão a inovação e a digitalização, com espaço dedicado a tecnologia avançada, com apresentações de soluções e ferramentas que potenciam eficiência e competitividade.
A sustentabilidade continua também no centro das estratégias das empresas, com foco em economia circular, técnicas de produção sustentável e práticas que respondem às exigências ambientais e de mercado. Também é importante referir que estas iniciativas têm um foco importante na valorização da produção nacional, na excelência e exclusividade dos produtos portugueses, contribuindo para a sua afirmação tanto no mercado interno como internacional.
Como tal, a LFA já reúne no seu programa mais de 50 ações a decorrer ao longo dos três dias do evento — entre conferências, talks, showcookings— que permitem às empresas e visitantes profissionais aprofundar temas, informarem-se sobre tendências futuras, debater os desafios que o sector enfrenta e celebrar a inovação em todas as suas dimensões.
A LFA conta com as principais associações e entidades do sector, nomeadamente a FIPA, a AHRESP, a APED, o Inovcluster, a Dig-In e muitas outras sectoriais, na organização destas ações. Também entidades como a Worldpanel Numerator, que a cada edição entrega informação detalhada sobre tendências e valores do mercado e dos negócios, apenas para referir um evento.
“Ao integrar o conhecimento teórico e prático, os visitantes conseguem tomar decisões mais informadas, identificar oportunidades de negócio, tornando a sua presença na feira uma verdadeira ferramenta de crescimento e desenvolvimento profissional”
Que papel têm os conteúdos e momentos de reflexão na experiência profissional do visitante?
São uma das grandes mais-valias da Lisbon Food Affair para os visitantes profissionais. Ao participarem nas ações que a LFA disponibiliza, nomeadamente nas conferências, workshops, showcookings e apresentações temáticas, os participantes podem aprofundar conhecimentos sobre inovação, tecnologia, tendências de consumo, sustentabilidade e eficiência operacional.
Estes momentos permitem questionar, aprender e inspirar-se, criando uma experiência profissional que vai muito além do contacto comercial. Ao integrar o conhecimento teórico e prático, os visitantes conseguem tomar decisões mais informadas, identificar oportunidades de negócio, tornando a sua presença na feira uma verdadeira ferramenta de crescimento e desenvolvimento profissional.
Dou um exemplo mais concreto: os showcookings assumem um papel central enquanto momentos privilegiados de demonstração e partilha de conhecimento, promovidos pelas empresas e marcas participantes. Para além de darem visibilidade a novos produtos, estas ações permitem ao profissional visitante compreender, em contexto real, as suas aplicações práticas, o valor acrescentado que representam nas cozinhas profissionais e as soluções que oferecem em termos de inovação, eficiência e otimização de recursos. São também espaços de experimentação de novas técnicas de confeção, transformação e apresentação dos alimentos, bem como de contacto direto com equipamentos e processos que contribuem para melhorar a produtividade, a sustentabilidade e a rentabilidade dos negócios do sector.
De que forma a feira reflete as grandes tendências atuais do sector alimentar?
A feira reflete as grandes tendências atuais do sector alimentar ao reunir, num único espaço, empresas, marcas e profissionais que estão a moldar o futuro da alimentação e da restauração. Através da apresentação de novos produtos, soluções tecnológicas, equipamentos e matérias-primas inovadoras, a feira acompanha temas-chave como a sustentabilidade, a eficiência energética e operacional, a valorização da origem e da qualidade dos ingredientes, a digitalização dos processos e a adaptação às novas exigências do consumidor.
Em paralelo, a programação de conteúdos — com showcookings, talks e demonstrações técnicas — traduz estas tendências em aplicações práticas, permitindo aos profissionais conhecer, testar e antecipar respostas concretas para os desafios atuais do sector.
O que podem os profissionais do sector esperar em termos de oportunidades de negócio?
Os profissionais do sector podem esperar uma forte concentração de oportunidades de negócio, resultante do contacto direto com mais de 200 empresas expositoras, que, por sua vez, representam um universo muito alargado de marcas nacionais e internacionais. Esta diversidade de oferta permite comparar soluções, identificar novos fornecedores, estabelecer parcerias estratégicas e descobrir produtos, equipamentos e serviços ajustados às diferentes necessidades do mercado.
A LFA proporciona adicionalmente o ambiente privilegiado de network e negociação, onde o contacto presencial facilita a tomada de decisão e o caminho a colaborações futuras ao longo de toda a cadeia de valor do sector alimentar.
De que forma temas como inovação, sustentabilidade, eficiência e valor acrescentado estão integrados na edição deste ano?
Estes temas não só estão integrados como fazem parte do ADN do evento. Um dos grandes objetivos da LFA é precisamente integrar e cruzar as várias necessidades e tendências de oferta e de procura, criando um palco privilegiado onde empresas e profissionais se encontram, se conhecem e estabelecem contactos qualificados.
Estes conceitos estão presentes de forma transversal em toda a feira, quer através das soluções, produtos e tecnologias apresentadas pelos expositores, quer nas expectativas e exigências dos visitantes profissionais, promovendo um diálogo direto entre quem desenvolve a oferta e quem procura respostas concretas para os seus negócios. É este o verdadeiro valor gerado pela LFA e que o coloca à disposição do sector.
“A feira contará com mais de 200 empresas expositoras — representando um universo muito alargado de marcas — e uma programação de conteúdos inovadores, showcookings, demonstrações técnicas e espaços de networking, garantindo um encontro rico em experiências. Um dos pontos fortes desta edição será o acesso a contactos qualificados, não só com profissionais nacionais, mas também com compradores internacionais”
O que fará desta edição um sucesso, do seu ponto de vista?
Do meu ponto de vista, o sucesso desta edição da LFA será determinado pela capacidade de reunir num único espaço toda a dinâmica e diversidade do sector alimentar, criando oportunidades concretas de negócio e de conhecimento para os profissionais. A feira contará com mais de 200 empresas expositoras — representando um universo muito alargado de marcas — e uma programação de conteúdos inovadores, showcookings, demonstrações técnicas e espaços de networking, garantindo um encontro rico em experiências. Um dos pontos fortes desta edição será o acesso a contactos qualificados, não só com profissionais nacionais, mas também com compradores internacionais, incluindo os buyers pré-selecionados que integram o programa de hosted buyers. Estes compradores são cuidadosamente escolhidos em função da oferta presente na feira e os produtos que procuram, diferindo a cada edição, e sujeitos a uma avaliação criteriosa que valida a sua presença. A sua participação promete dinamizar significativamente negócios de qualidade com as empresas expositoras, pelo que estas devem estar preparadas para responder a uma exigência maior na abordagem e nas negociações, maximizando as oportunidades de parcerias estratégicas e de crescimento.
Que mensagem final deixa às empresas e profissionais que irão marcar presença na feira?
A mensagem final para as empresas e profissionais que irão marcar presença na Lisbon Food Affair é clara: aproveitem ao máximo este palco único do sector alimentar. Para as empresas, é a oportunidade de mostrar inovação, qualidade e soluções diferenciadoras, de estreitar relações com compradores nacionais e internacionais e de gerar negócios concretos com parceiros estratégicos. Para os profissionais, é a oportunidade de descobrir tendências, testar produtos e tecnologias e estabelecer contactos valiosos que podem transformar o seu negócio. A LFA é um espaço de encontro, aprendizagem e networking qualificado. Quem vier preparado, com objetivos claros e aberto a novas oportunidades, sairá da feira com insights, parcerias e soluções que fazem a diferença no presente e no futuro do sector.









