A refurbed alargou o seu programa de retoma em Portugal a tablets e consolas de gaming, que se juntam aos smartphones já abrangidos pela iniciativa. A empresa prevê incluir também smartwatches e computadores portáteis até ao final de 2026.
A expansão surge num contexto de desafios na recolha e tratamento de resíduos de equipamentos elétricos e eletrónicos (REEE). Segundo dados da Agência Portuguesa do Ambiente, citados pela associação ZERO, Portugal recolheu e tratou 32% destes resíduos em 2024, abaixo da meta europeia de 65%.
De acordo com um relatório do Fraunhofer encomendado pela refurbed, existem cerca de 16,2 milhões de smartphones em Portugal, dos quais 5,1 milhões poderiam ser recondicionados e revendidos. Estes equipamentos representam um valor material estimado de 39,6 milhões de euros.
“Escalar a circularidade na Europa é um passo em frente para uma economia mais forte e sustentável”, afirma Kilian Kaminski, cofundador da refurbed. “A retoma permite às pessoas vender de forma simples os equipamentos que já não utilizam, recuperar parte do valor investido e contribuir para prolongar a vida útil dos dispositivos eletrónicos, evitando que acabem em locais de deposição de resíduos sem gestão adequada, como os documentados no Gana.”
A refurbed lançou o programa de retoma de smartphones na Áustria, em junho de 2023, e, posteriormente, em Portugal, na Irlanda e nos Países Baixos, em agosto de 2024. A expansão agora anunciada representa o passo seguinte desta estratégia, ao abranger mais categorias de equipamentos eletrónicos e contribuir para prolongar a sua vida útil.
Parceria com a Recommerce Group
Os equipamentos recolhidos são recondicionados pela Recommerce Group, parceira da refurbed, que os verifica, limpa e prepara para uma nova utilização antes de serem vendidos novamente através da plataforma.
“O lançamento desta nova plataforma de retoma da refurbed representa uma parceria assente numa visão comum. Ao combinarmos a nossa experiência, estamos a chegar a novos mercados e categorias de produto, a acelerar a economia circular e a tornar os dispositivos recondicionados mais acessíveis”,
Clément Jomaa, Head of Business Development, Recommerce Group








