Aviso de alerta vermelho sobre um teclado de computador Foto Shutterstock

Ciberataques em Portugal sobem 61% e ultrapassam 3.100 por semana por organização

Os ciberataques contra organizações em Portugal mantiveram uma forte trajetória de crescimento em setembro de 2026. De acordo com a Check Point Research, cada organização em Portugal foi alvo, em média, de 3.181 ataques por semana, o que representa um aumento homólogo de 61%.

O valor ficou acima da média europeia, de 2.545 ataques semanais por organização, e também da média global, de 2.803.

Portugal acima da média europeia

O volume registado em Portugal ficou cerca de 25% acima da média europeia e aproximadamente 13% acima da média mundial.

A nível global, o número médio de ataques por organização aumentou 48% em termos homólogos e 16% face ao mês anterior.

Entre maio e setembro, a média global passou de 2.055 para 2.803 ataques semanais por organização, um aumento de cerca de 36%.

Educação continua entre os sectores mais atacados

Em Portugal, o sector da educação continuou a registar o maior número de ataques. Seguiram-se a administração pública e as telecomunicações, enquanto o sector financeiro surgiu na quarta posição.

Os bens e serviços de consumo aparecem também entre as áreas com exposição relevante, reforçando a pressão sobre empresas com elevada intensidade digital e grandes volumes de dados de clientes.

IA generativa aumenta risco de fuga de dados

A crescente utilização de ferramentas de inteligência artificial generativa está também a criar novos pontos de vulnerabilidade. Segundo a Check Point, um em cada 39 prompts inseridos em ferramentas de IA generativa em contexto empresarial apresenta risco elevado de fuga de informação sensível. Este tipo de risco foi identificado em 89% das organizações que utilizam regularmente estas ferramentas.

Além disso, cerca de 14% dos prompts analisados continha informação potencialmente sensível.

Em média, cada utilizador empresarial envia cerca de 131 prompts por mês e as organizações utilizam aproximadamente oito ferramentas de IA generativa.

Serviços empresariais lideram prompts de maior risco

Os sectores com maior incidência de prompts classificados como de alto risco foram os serviços empresariais, com 4,9%, seguidos do sector financeiro, com 4,1%, e da saúde, com 3,5%.

O crescimento deste risco mostra que a utilização de IA nas empresas está a criar uma nova superfície de ataque, não apenas através de sistemas externos, mas também pela introdução inadvertida de dados sensíveis em plataformas de terceiros.

Phishing continua a aumentar

O correio eletrónico mantém-se como um dos principais vetores de ataque. Em setembro, um em cada 91 e-mails foi classificado como phishing, face a um em cada 112 em agosto.

Entre estas mensagens, 81% continham links maliciosos e 11% incluia anexos.

A Check Point identificou ainda 824 incidentes de ransomware em setembro, mais 53% em termos homólogos. Os serviços empresariais foram o sector mais afetado, concentrando 31,3% dos casos, seguidos dos bens e serviços de consumo, com 15,2%, e da indústria transformadora, com 11%.

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