Close-up de uma mão protegida por uma luva de jardinagem azul e cinzenta a espalhar granulado fertilizante sobre um terreno agrícola preparado para cultivo. As pequenas partículas são lançadas manualmente sobre o solo escuro, enquanto algumas ervas verdes surgem em primeiro plano Foto Shutterstock

Portugal em destaque entre os finalistas dos Prémios Europeus da Produção Biológica 2026

Agricultora de Vila Real e região do Alto Tâmega e Barroso representam Portugal nos prémios europeus da agricultura biológica

Portugal volta a marcar presença entre os finalistas dos Prémios Europeus da Produção Biológica 2026, com duas candidaturas selecionadas para a fase final da iniciativa promovida pela União Europeia para distinguir projetos inovadores e inspiradores ao longo da cadeia de valor da produção biológica.

A lista dos finalistas foi divulgada pela Comissão Europeia e reúne 21 candidatos de 12 Estados-membros, distribuídos por sete categorias. Os vencedores serão anunciados a 23 de setembro, em Bruxelas, durante as celebrações do Dia Europeu da Produção Biológica.

Entre os representantes portugueses está Susana Vilar, da exploração Sonim, em Vila Real, selecionada na categoria de Melhor Agricultora Biológica. A produtora disputa o prémio com candidatas da Irlanda e da Grécia.

Portugal está igualmente representado na categoria de Melhor Região Biológica através do Alto Tâmega e Barroso, com sede em Chaves. A candidatura portuguesa concorre com a região italiana Distretto Sardegna Bio, na Sardenha, e com Pla de Manlleu, em Espanha.

Reconhecer a excelência do sector

Criados em 2022 no âmbito do Plano de Ação para o Desenvolvimento da Produção Biológica, os prémios procuram reconhecer exemplos de excelência em diferentes áreas do sector, desde a produção agrícola e transformação alimentar até ao comércio, restauração e desenvolvimento territorial.

A edição deste ano assinala o quinto aniversário da iniciativa e destaca projetos que se distinguem pela inovação, sustentabilidade e capacidade de gerar impacto positivo na produção e no consumo de produtos biológicos.

Entre os restantes finalistas encontram-se agricultores da Dinamarca, Áustria e Grécia, cidades de França e Itália, pequenas e médias empresas do sector alimentar da Bulgária, Espanha e Áustria, bem como retalhistas especializados da Alemanha, Hungria e Bélgica. A Áustria destaca-se ainda ao concentrar os três finalistas na categoria de melhor restaurante ou serviço alimentar biológico.

Os prémios são organizados conjuntamente pela Comissão Europeia, pelo Comité Económico e Social Europeu, pelo Comité das Regiões, pela COPA-COGECA e pela IFOAM Organics Europe, contando com um júri composto por representantes destas entidades e de outras instituições europeias.

A iniciativa surge num contexto de crescimento contínuo da agricultura biológica na União Europeia. Em 2023, a área agrícola cultivada segundo métodos biológicos atingiu 17,7 milhões de hectares, representando 10,9% da superfície agrícola total da União Europeia. Bruxelas considera o sector uma peça-chave para a redução do uso de fertilizantes químicos, pesticidas e antimicrobianos, contribuindo para a proteção da biodiversidade, do ambiente e para a melhoria do rendimento dos agricultores.

No final de 2025, a Comissão Europeia apresentou ainda propostas para atualizar as regras da produção biológica, com o objetivo de reforçar a competitividade do sector, evitar perturbações comerciais e apoiar o seu crescimento nos próximos anos.

Cartaz da conferência Grande Consumo: “Consumo na Era da Imprevisibilidade”, 4 de novembro de 2026, Taguspark, Oeiras
Cartaz da conferência Grande Consumo: “Consumo na Era da Imprevisibilidade”, 4 de novembro de 2026, Taguspark, Oeiras
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