Cesto de compras num supermercado com frutas, legumes e outros produtos frescos, representando consumo alimentar e experiência de compra em retalho

Bens de grande consumo abrandam para 2,6%

O mercado português de bens de grande consumo (FMCG) registou um crescimento de 2,6% em valor na quadrissemana 13 a 16, correspondente ao período entre 23 de março e 19 de abril, evidenciando uma forte desaceleração face aos 8,2% registados no mesmo período do ano passado.

Ainda assim, as marcas próprias continuam a afirmar-se como o principal motor de crescimento do sector, segundo os dados NielsenIQ Scantrends.

De acordo com a análise, as marcas próprias cresceram 4,7%, enquanto as marcas de fabricante avançaram apenas 0,6%.

Alimentação trava crescimento

A categoria de alimentação apresentou um crescimento residual de apenas 0,9%, o ritmo mais baixo do último ano. Neste segmento, as marcas de fabricante registaram mesmo uma quebra de 1,9% em valor, contrastando com a evolução positiva das marcas próprias, que cresceram 3,4%.

Os dados da NielsenIQ mostram ainda que a quota de valor conjunta das marcas próprias e primeiros preços na alimentação atingiu os 55,7% no acumulado do ano até à semana 16, acima dos 54,9% registados no mesmo período de 2025.

Bebidas antecipam verão com crescimento de 7,1%

As bebidas foram uma das categorias mais dinâmicas da quadrissemana, crescendo 7,1% em valor, num movimento que parece antecipar a sazonalidade típica dos meses de verão.

O destaque vai para as marcas próprias, que aceleraram para um crescimento de 12,2%, enquanto as marcas de fabricante cresceram 5,5%.

Também neste universo, a quota de valor das marcas próprias e primeiros preços aumentou, passando de 24,9% para 25,6% no acumulado anual.

Higiene do lar e pessoal mantêm trajetória positiva

Na higiene do lar, o mercado cresceu 6,3%, impulsionado sobretudo pelas marcas próprias, que avançaram 8,6%, enquanto as marcas de fabricante recuperaram terreno com um crescimento de 4%.

Já a higiene pessoal registou uma evolução de 5,7%, com as marcas próprias a crescerem 7,6% e as marcas de fabricante 4,3%.

No conjunto das categorias de higiene do lar e pessoal, a quota das marcas próprias e primeiros preços atingiu os 45,1% em valor, acima dos 43,7% registados há um ano.

Supers grandes continuam a ganhar peso

Ao nível dos canais, os supers grandes continuam a consolidar a sua posição no mercado, representando 57,5% do total consumo e registando um crescimento de 5,5% na quadrissemana.

Em sentido contrário, os hipers voltaram a perder dinamismo, caindo 1,1%, enquanto o canal livre serviço recuou 4,7%. Os supers pequenos cresceram 2,4%.

Segundo a NielsenIQ, o mercado total de FMCG em Portugal atingiu 3.713 milhões de euros no acumulado até à semana 16, mantendo uma tendência de crescimento, embora significativamente mais moderada do que a observada ao longo de 2025.

Cartaz da conferência Grande Consumo: “Consumo na Era da Imprevisibilidade”, 4 de novembro de 2026, Taguspark, Oeiras
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