A Logista iniciou o exercício fiscal de 2026 com um aumento moderado das receitas, mas com recuos nos principais indicadores de rentabilidade. No primeiro semestre, entre outubro de 2025 e março de 2026, a empresa registou receitas de 6.594 milhões de euros, mais 2,6% face ao período homólogo.
O crescimento foi impulsionado sobretudo pelos mercados da Península Ibérica e de Itália, que apresentaram desempenhos positivos, com subidas de 3,6% e 6,3%, respetivamente. Ainda assim, a evolução não foi suficiente para compensar o impacto negativo de fatores extraordinários, nomeadamente a menor contribuição da reavaliação de inventários.
Incluindo esse efeito, o EBIT ajustado fixou-se em 195 milhões de euros, uma descida de 3,5% face ao ano anterior. Já o resultado operacional caiu 8,6%, para 159 milhões de euros, enquanto o resultado líquido recuou 9,9%, para 136 milhões de euros.
Por regiões, a Ibéria destacou-se com receitas de 2.551 milhões de euros, embora as chamadas “vendas económicas” tenham recuado 2,9%. Em Itália, o crescimento foi mais robusto, com receitas a atingirem 2.380 milhões de euros, beneficiando da melhoria de tarifas e do aumento de serviços de valor acrescentado.
Em sentido contrário, França apresentou uma quebra de 3,4% nas receitas, refletindo uma redução dos volumes distribuídos no país.
Apesar da pressão nos resultados, a empresa mantém a sua política de remuneração aos acionistas. A Logista prevê distribuir, em 2026, um dividendo de, pelo menos, 2,09 euros por ação, em linha com os anos anteriores.
O CEO, Iñigo Meirás, sublinhou que, “num ambiente desafiante”, a empresa continua focada na otimização de processos e no aumento da eficiência operacional, enquanto procura novas oportunidades de crescimento e diversificação do negócio.








