Placa com a palavra “Closed” pendurada na porta de um estabelecimento comercial, indicando encerramento temporário ou definitivo.

Insolvências aumentam 29% no comparativo com o ano passado

As constituições registam decréscimo de 23%

O mês de janeiro termina com um aumento nas insolvências, com 407 empresas insolventes, mais 91 em relação ao período homólogo de 2025 (29%). Este é o valor mais elevado dos últimos três anos.

Por tipologia de ações, verifica-se que, em janeiro, as declarações de insolvência apresentadas pelas próprias empresas tiveram um incremento de 16% face a 2025 (mais 15 empresas), enquanto as requeridas por terceiros cresceram 46% (mais 43 empresas).

Quanto aos encerramentos, janeiro terminou com um total de sete planos, mais quatro que no ano passado (aumento de 57%). No período em análise, foram declaradas insolventes 211 empresas (encerramento de processos), mais 29 do que em 2025. Da totalidade de ações de insolvência apuradas em janeiro resultou um aumento de 29% face ao período homólogo de 2025.

Porto e Lisboa foram os distritos com maior número de insolvências: 108 e 89, respetivamente. Face a 2025, houve um acréscimo de mais de 52% no Porto e de 27% em Lisboa.

Contudo, os distritos que apresentaram maiores crescimentos nas insolvências foram Madeira (600%), Bragança (150%), Faro (113%), Ponta Delgada (100%), Viseu (75%), Santarém (64%) e Braga (+24%).

Os distritos com decréscimos nas insolvências no primeiro mês de 2026 foram Castelo Branco (-78%) e Beja, Portalegre, Vila Real e Angra do Heroísmo, todos com decréscimo de 50%.

Por sectores, os maiores crescimento no primeiro mês do ano foram na hotelaria e restauração (100%), no comércio por grosso (45%), nos outros serviços (41%) e no comércio a retalho (33%). Os sectores com decréscimos foram a indústria extrativa (-50%) e a agricultura, caça e pesca (-11%).

Constituições decrescem em todos os distritos

As constituições de empresas no primeiro mês do ano passaram de 5.401 em 2025 para 4.161 em 2026, menos 1.240 empresas em termos homólogos (-23%).

O número mais significativo de constituições registou-se em Lisboa, com 1.289 novas empresas (-20% face a 2025) e no Porto, com 678 novas constituições (-24%).

Nenhum distrito apresentou um acréscimo na constituição de novas empresas em janeiro de 2026 face ao período homólogo do ano passado e as maiores descidas em termos percentuais registaram-se em Ponta Delgada (-44%), Bragança (-44%), Angra do Heroísmo (-38%), Vila Real (-37%), Madeira (-36%); Viana do Castelo (-33%) e Beja (-33%).

Por atividades, apenas o sector da eletricidade, gás, água teve um crescimento face a 2025 (+75%). Os maiores decréscimos foram sentidos nas áreas das telecomunicações (-75%), agricultura, caça e pesca (-42%), na hotelaria e eestauração (-38%), comércio a retalho (-37%) e transportes (-36%).

Cartaz da conferência Grande Consumo: “Consumo na Era da Imprevisibilidade”, 4 de novembro de 2026, Taguspark, Oeiras
Cartaz da conferência Grande Consumo: “Consumo na Era da Imprevisibilidade”, 4 de novembro de 2026, Taguspark, Oeiras
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