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74% dos consumidores britânicos acreditam que os preços dos alimentos vão subir após o Brexit

Com a ameaça de um Brexit sem acordo cada vez mais real, cerca de 74% dos consumidores britânicos acreditam que os preços dos alimentos irão aumentar após o Reino Unido abandonar a União Europeia, segundo um estudo da HIM.

O inquérito indica que um em cada quatro espera que os preços dos alimentos aumentem muito. Esta perceção é maior ente os consumidores mais velhos, mas também na Escócia, onde 37% crê que a evolução será nesse sentido.

Não obstante, apesar deste prognóstico, 64% dos inquiridos não pretende fazer qualquer alteração aos seus hábitos de compra para preparar-se para o Brexit. Apenas 13% planeia abastecer-se de alimentos.

Na sua maioria, estes compradores estão a fazer stock de enlatados e alimentos embalados. 74% dos que se abasteceram começaram pelos enlatados, seguindo-se os embalados, como, por exemplo, massas, chá (52%) e produtos de limpeza para o lar (45%).

O estudo indica ainda que um em cada quatro está a planear poupar dinheiro ou reduzir os seus gastos domésticos para se preparar para o Brexit. A maioria dos britânico está a reduzir as compras não necessárias, como roupa (69%), refeições fora de casa (56%) e bilhetes para eventos (50%).

Os compradores planeiam comprar mais alimentos e bebidas produzidos localmente, mas apenas 11% já começou a implementar este comportamento.

Além disso, os inquiridos indicam que a falta de disponibilidade os obrigará a comprar online. 75% acredita que as lojas estarão mais vazias e com menos opções do que antes do Brexit, prevendo-se que os supermercados estejam em maior risco. Só 46% crê que os discounts terão preços mais elevados como resultado do Brexit, comparativamente a 68% dos supermercados, lojas de conveniência (60%) e venda online (53%).

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