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65% dos portugueses consideram que a pandemia pode levar a transformações positivas em matéria ambiental

Reciclagem (54%), reutilização (52%) e redução do uso de plástico (51%) foram as principais alterações dos portugueses durante a pandemia

Foto Shutterstock

A situação atual vivida no país e no mundo levou ao nascimento de um consumidor mais ponderado, com maior sentido de responsabilidade social e mais consciente. Esta é uma das conclusões do “Observatório de Tendências”, desenvolvido pelo Grupo Ageas Portugal e pela Eurogroup Consulting Portugal, que teve como propósito identificar as tendências emergentes do contexto da pandemia de Covid-19.

São 65% a considerar que a pandemia possa levar a transformações positivas em matéria ambiental. Quando questionados sobre os comportamentos concretos adotados, cerca de 50% dos inquiridos refere alterações estruturais no que diz respeito à reciclagem, reutilização e redução do consumo e do uso de plástico. “Um dos pontos que merece a nossa atenção é, certamente, o facto da Covid-19 ter provocado a reflexão sobre o consumo sustentável e feito com que as pessoas se preocupassem em adotar estilos de vida cada vez mais ecológicos”, destaca Steven Breakeveldt, CEO do Grupo Ageas Portugal. “Apesar de observarmos uma tendência para um capitalismo cada vez mais consciente, temos de ter muito cuidado para que o consumo de forma sustentável se mantenha e para que não se reverta a tendência devido a questões de custo. O propósito deve ser sempre aumentar a riqueza e a saúde para toda a gente, sem destruir o mundo no processo”.

 

 Alterações de comportamento: duradouras ou conjunturais?

De acordo com Laetitia Arrighi de Casanova, partner e responsável de Business Strategy da Eurogroup Consulting Portugal o momento que vivemos com a crise pandémica despertou novas utopias e novas aspirações, entre as quais, a possibilidade de desenvolver uma relação mais respeitosa. “O que não invalida o uso da tecnologia, mas com harmonia”.

Uma média de 13% dos inquiridos considera que os comportamentos que alteraram, em todas as matérias, vão manter-se. As alterações mais temporárias referidas pelos inquiridos abrangem, naturalmente, o que foi diretamente afetado pela situação de distanciamento social e confinamento, como os relacionamentos interpessoais, o equilíbrio da vida profissional e pessoal as compras.

Em relação aos comportamentos desencadeados pela pandemia, dois terços dos inquiridos consideram que o período de confinamento gerou um movimento positivo de responsabilidade e ajuda mútua. Contudo, os jovens e aqueles que apresentam rendimentos mais baixos acreditam no oposto.

 

Valores

Para a maior parte dos inquiridos (58%), a evolução da justiça e igualdade social, durante o confinamento, foi negativa ou neutra. Menos de 10% perceciona uma evolução positiva. Esta perceção parece ser transversal à sociedade, uma vez que não se registam diferenças entre idades ou níveis de rendimento.

O mesmo estudo realizado em países da América do Sul revela dados ainda mais pessimistas, com 75% dos participantes a responderem que a evolução da justiça e igualdade social piorou durante o confinamento. No entanto, inquiridos da Europa do Norte percecionaram a evolução da justiça e igualdade social de forma diferente e mais otimista, com apenas 33% dos participantes a considerar que piorou.

 

Transformações nos próximos 18 meses 

De modo geral, os inquiridos encontram-se otimistas em relação às transformações que possam ocorrer no futuro. A preocupação com a saúde e proteção, uma alimentação mais saudável e local e o apoio da tecnologia são as principais melhorias esperadas.

No entanto, é de notar que, para 20% a 25% dos inquiridos, temas como o tempo pessoal e com a família, ações de solidariedade e eficácia e velocidade das decisões vão sofrer uma evolução negativa no futuro.

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