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2021 avança para sociedade “cashless”

Foto Shutterstock

O maior desafio de todas as empresas para 2021 será o de continuarem a adaptar-se à chamada nova normalidade, que, entre outros aspetos, impulsionou de um modo muito particular as compras online e os pagamentos digitais. De acordo com a Ingenico, em 2021, os retalhistas terão de continuar a adaptar-se a consumidores ainda mais conectados.

A marca do grupo Worldline fez uma análise das tendências nos pagamentos em sectores como o retalho, o vending, a mobilidade, os parques de estacionamento e as gasolineiras. Uma das suas principais conclusões é que, nos dias de hoje, os consumidores compram de um outro modo, estão mais ligados e mudam entre loja online e loja física de um modo indiscriminado durante o seu ciclo de compras. E sublinha que, apesar de muitos negócios terem-se visto obrigados a encerrar durante vários momentos de 2020, no seguimento das medidas de contenção da pandemia, a loja física continuará a ser muito relevante.

 

Melhor experiência de compra

Face a estas mudanças nos hábitos de consumo, a Ingenico defende que os retalhistas deverão atuar com rapidez. Uma das consequências da Covid-19 foi a aceleração da implementação das opções de pagamentos digitais em loja, que já vinham a ser desenvolvidas com o objetivo de oferecer uma experiência de compras sem fricções. Como tal, as tradicionais filas na caixa para pagamento irão desaparecer, graças a opções como os pagamentos através dos dispositivos móveis, sem necessidade de passar pela caixa, e como o “scan & go”.

A Ingenico nota que as alternativas de pagamentos digitais se converterão numa das maiores apostas do sector, o que facilitará a personalização e a obtenção de dados para melhorar a experiência de compra dos clientes.

 

Vending avança para o contactless

No sector do vending, por sua vez, os consumidores também quererão evitar os pagamentos que implicam um contacto, o que fará com que as opções para pagar através de cartão ou dos dispositivos móveis aumentem.

A Ingenico alega que a indústria das máquinas de vending está numa posição privilegiada para aproveitar as novas tecnologias “contactless”, uma vez que tem um baixo nível de interação humana e possui capacidade para oferecer atenção permanente.

Já no sector da mobilidade, em 2020, por medo dos contágios e pela ausência de distanciamento social, os utilizadores de transportes públicos diminuíram, de uma maneira geral. Como tal, em todo o mundo, as empresas de transportes públicos estão a adaptar a sua infraestrutura para aceitar os cartões bancários, assim como os smartphones ou outros dispositivos inteligentes como meio de pagamento.

Nesse contexto, comprar os títulos de viagem através de uma app converte-se também numa alternativa e muitas redes de transportes têm agora as suas próprias aplicações, com horários integrados, pagamentos e descarga de bilhetes, com códigos QR e de barras que podem ser digitalizados de forma rápida e eficiente.

 

Prioridade à experiência do cliente

O sector dos pagamentos também está a inovar nos parques de estacionamento e nas gasolineiras. No caso dos primeiros, estão a generalizar-se soluções como os controlos de acesso sem bilhete, assentes no reconhecimento das matrículas, ou de “tap-in/tap-out”, que permitem entrar e sair aproximando apenas o cartão. Além disso, no estacionamento regulado na via pública, estão a proliferar soluções de pagamentos integradas em aplicações móveis.

Por outro lado, nas estações de combustíveis, os pagamentos digitais estão a avançar no sentido da personalização baseada em análise. “Os negócios devem fazer da experiência do consumidor a sua máxima prioridade, à medida que as tendências de pagamento se inclinam no sentido da simplicidade e da comodidade, assegurando que os processos de pagamentos online e por dispositivo móvel são o mais cómodos possível”, afirma David Valero, Head of Global Sales & Verticals Iberia en Worldline Global. “Este ano, esperamos ver uma mudança ainda maior para uma sociedade ‘cashless’ em todos estes sectores-chave, fazendo com que a experiência de compra seja mais rápida e cómoda, seja qual for o produto ou serviço a adquirir”.

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Carlos Régio - Diretor da divisão de retalho da CBRE

“As lojas físicas continuarão a ter um papel preponderante na interação e experiência que proporcionam aos seus clientes”

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