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Supermercado sueco ajusta os preços em função da pegada de carbono

A Felix, uma das maiores empresas alimentares da Suécia, propriedade da Orkla Foods, implementou aquele que foi o primeiro supermercado climático do mundo, onde os produtos não eram pagos em coroas e os preços se ajustavam em função da pegada de carbono.

Com esta iniciativa, a empresa pretendeu promover uma maior consciência alimentar e permitir que os clientes tomassem as suas decisões de um modo responsável e conscientes dos efeitos que as mesmas têm no meio ambiente.

 

Orçamento semanal de CO2

Atendendo ao critério da pegada de carbono, o supermercado Klimatbutiken atribuiu a cada cliente um orçamento semanal de 18,9 quilogramas de dióxido de carbono, o nível máximo de consumo pessoal previsto no Acordo de Paris. Desse modo, os clientes teriam de ser muito cuidadosos na escolha do que colocavam no seu cesto de compras, para não esgotar a totalidade do orçamento numa só compra. “É entusiasmante ver como os consumidores reagem a transacionar com a divisa CO2e e se conseguem manter o seu orçamento semanal”, afirma Thomas Sjöberg, diretor de marketing da Felix. “Penso que irá abrir os olhos de muitas pessoas de como certas escolhas afetam o que podem colocar no cesto de compras”.

 

Aquecimento global

A Felix considera que muitos mais consumidores tomariam outro tipo de decisões de compra se estivessem suficientemente informados da contaminação provocada por alguns dos produtos que consomem. De acordo com um estudo da Universidade de Oxford, a produção de alimentos é responsável por um quarto das emissões de gases com efeito de estufa e contribui para o aquecimento global. Como tal, a Felix considera que tem um importante trabalho pela frente para clarificar a ligação existente entre os produtos que se consomem e o seu impacto ambiental.

O supermercado pop-up, localizado no coração de Estocolmo, fez parte de uma iniciativa da Felix, implementada no outono de 2020, com a colocação de etiquetas nos seus produtos indicando o seu impacto ambiental, de modo a encorajar os consumidores a escolher mais alternativas vegetais. “Queremos que seja fácil para o consumidor fazer o que é correto”, acrescenta.

Um estudo da YouGov, comissionado pela Carbon Trust, junto de mais de 10 mil consumidores de França, Alemanha, Itália, Holanda, Espanha, Suécia, Reino Unido e Estados Unidos da América, indica que dois terços dos consumidores apoiam a inclusão de etiquetas de pegada de carbono nos produtos.

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