A Sonae iniciou 2026 com um desempenho sólido, registando um volume de negócios consolidado de 2,7 mil milhões de euros no primeiro trimestre, o que representa um crescimento homólogo de 7,1%.
O EBITDA subjacente aumentou 16,9%, para 255 milhões de euros, enquanto o resultado líquido atribuível aos acionistas subiu 11%, para 47 milhões de euros.
Segundo o grupo liderado por Cláudia Azevedo, o crescimento foi impulsionado sobretudo pelos negócios de retalho, através da expansão do parque de lojas, crescimento orgânico e ganhos de eficiência operacional.
Na mensagem que acompanha os resultados trimestrais, a CEO da Sonae, sublinha que o grupo “continuou a combinar crescimento, disciplina operacional e execução estratégica”, reforçando as posições de mercado e a capacidade de criação de valor de longo prazo.
A responsável destaca ainda o investimento em inteligência artificial, afirmando que a aceleração das competências e aplicações nesta área “permitiu já gerar ganhos reais de eficiência e melhorar a experiência do cliente em vários negócios”.
MC ultrapassa 2,1 mil milhões de euros
No retalho alimentar e de saúde e beleza, a MC apresentou um volume de negócios de 2,1 mil milhões de euros, mais 8,7% do que no período homólogo. O EBITDA subjacente atingiu 214 milhões de euros, com a margem a subir para 10%.
O negócio alimentar cresceu 8%, para 1,7 mil milhões de euros, impulsionado sobretudo pelo aumento de volumes e por um calendário promocional favorável, beneficiando também do efeito da Páscoa. A empresa refere ainda ganhos de quota de mercado num contexto “altamente competitivo”.
Já o segmento de saúde e beleza registou um crescimento de 11,5%, atingindo 437 milhões de euros. A Sonae destaca o desempenho da Wells, da Druni e da Arenal, bem como a expansão da Druni em Portugal, onde abriu a quinta loja no final do trimestre.
Worten cresce quase 9%
A Worten registou um crescimento de 8,9% no primeiro trimestre, alcançando 352 milhões de euros em vendas. O crescimento like-for-like foi de 7,6%, suportado pela procura nas categorias de eletrónica e eletrodomésticos, bem como pela expansão dos serviços.
A empresa destaca ainda o crescimento do online, impulsionado pela melhoria da conversão e pelo reforço da app da Worten enquanto canal estratégico de vendas e relacionamento com o cliente.
Também a iServices continuou a expandir-se internacionalmente, com a abertura de 10 novas lojas durante o trimestre, três em Portugal e sete noutras geografias europeias.
Musti acelera após integração da ZU
No segmento de produtos e serviços para animais de estimação, a Musti cresceu 16%, para 139 milhões de euros, beneficiando da aquisição da ZU e da expansão internacional.
A empresa terminou o trimestre com 513 localizações, incluindo lojas e clínicas veterinárias.
Sierra e NOS mantêm trajetória positiva
Na área imobiliária, a Sonae Sierra manteve um desempenho robusto, com as vendas dos lojistas nos centros comerciais europeus a crescerem 5,4% numa base like-for-like e a taxa de ocupação próxima dos 99%.
A empresa destacou ainda a integração das operações da divisão alemã de gestão imobiliária adquirida à Unibail-Rodamco-Westfield, reforçando a sua posição internacional.
Nas telecomunicações, a NOS aumentou receitas em 1,9%, para 460 milhões de euros, impulsionada pelos segmentos de IT e cinema e audiovisuais.
Rentabilidade e desalavancagem reforçadas
O EBITDA consolidado cresceu 13,5%, para 284 milhões de euros, enquanto a margem EBITDA melhorou para 10,4%.
A dívida líquida consolidada diminuiu 163 milhões de euros em termos homólogos, para 1,7 mil milhões de euros, refletindo a forte geração de caixa operacional. O loan-to-value reduziu-se para 13%.
O valor líquido dos ativos (NAV) da Sonae aumentou para 5,5 mil milhões de euros, mais 20% face ao período homólogo e mais 9% face ao trimestre anterior.








