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Situação financeira da DIA cada vez pior

Vendas caem e prejuízos sobem

O Grupo DIA fechou o primeiro trimestre com um prejuízo estimado entre 140 e 150 milhões de euros, segundo o comunicado enviado à Comissão Nacional do Mercado de Valores (CNMV) espanhola, a quatro dias de se atingir o prazo final de aceitação da OPA lançada pelo seu principal acionista, a LetterOne Investments.

De acordo com os dados ainda não auditados estimados pelo grupo, as vendas terão baixado entre 4,3% e 9,9%, num intervalo que oscila entre os 1.615 e os 1.715 milhões de euros, o que compara com os 1.792 milhões de euros do primeiro trimestre de 2018.

A dívida financeira líquida, a 31 de março, ascenderia a 1.702 milhões de euros, mais 250,4 milhões de euros face ao primeiro trimestre de 2018. O património líquido negativo poderá situar-se entre os 170 e os 180 milhões de euros, em comparação com o património líquido negativo de 99 milhões de euros em dezembro de 2018.

Estes resultados vêm aumentar a pressão sobre os acionistas que ainda não responderam à oferta pública de aquisição lançada pelo milionário russo Mikhail Fridman. No passado dia 10 de abril, o Conselho de Administração da DIA recomendou aos acionistas da empresa que aceitem a OPA, por entender que “esta é a melhor alternativa“, sob pena da companhia ser dissolvida a curto prazo. A empresa encontra-se num processo de dissolução por quebra técnica desde finais de 2018, tendo um mês para recuperar o equilíbrio para, assim, evitar a abertura de um processo de liquidação.

Não obstante, alguns acionistas não querem desfazer-se da sua participação. É o caso do português Luís Amaral, que tem 2% do grupo, mas que anunciou na esta quinta-feira que não se iria desfazer da posição, considerando inadequado o preço de 0,67 euros oferecido por ação. Ao português juntam-se outros acionistas de referência, como a Naturinvest, que detém 3,261%.

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