Luxo
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Sector do luxo fecha primeiro semestre com recorde de vendas

Nos primeiros seis meses do ano, o sector do luxo assistiu a uma recuperação surpreendentemente rápida. Depois dos meses marcados pela pandemia, as perspetivas dos especialistas em relação ao sector, para o próximo trimestre, são bastante positivas. Segundo os especialistas da Salesland e Increnta, multinacional especializada em marketing e vendas, os novos comportamentos de consumo e desafios para a indústria exigem que as marcas assumam uma posição estratégica para se adaptarem a estes novos tempos.

Ariel Alonso, diretor da Salesland para a América Latina, destaca a recuperação durante os últimos meses. Nesse sentido, considera que “durante os últimos meses, a indústria do luxo tem-se destacado pela sua recuperação, que tem sido mais rápida do que o esperado, ultrapassando mesmo alguns sectores de consumo doméstico”.

Segundo dados publicados pela EAE Business School, este sector, com a China e os Estados Unidos da América a dominarem, tem recuperado a um ritmo bastante acelerado. As estimativas apontam que, nos próximos meses, serão atingidos os níveis pré-pandemia, cerca de 300 mil milhões de euros, a nível global.

Tendo em conta estes aspetos e o comportamento dos mercados nos últimos tempos, os especialistas da Salesland e Increnta destacam algumas conclusões.

 

Omnichannel

Nos últimos meses, as estratégias de “customer centered” têm vindo a aumentar, centrando-se nas preferências e na comodidade para o cliente. Isto revela uma necessidade de poder oferecer o produto ou serviço aos clientes em qualquer canal de venda. Como resultado, as estratégias e formatos “omnichannel” estão a tornar-se mais frequentes e necessários.

Tendo em conta que, para o negócio do luxo, a experiência na loja e o atendimento físico ao cliente são dois dos seus pilares de referência, torna-se ainda mais evidente a necessidade de implementar formatos comerciais híbridos que liguem os ambientes físico e digital.

 

Digitalização do luxo

Atualmente, 45% das vendas de luxo é influenciado por ações digitais. Nesse sentido, os canais e formatos digitais estão a ganhar terreno, não só no sector do luxo, mas no mercado retalhista em geral. O Instagram e o TikTok são algumas das plataformas mais utilizadas no que diz respeito à presença digital de uma marca.

Desta forma, as novas marcas nativas digitais, ou seja, marcas que nascem diretamente no mundo digital conseguiram criar um nicho no mercado. Este formato permite-lhes criar uma relação vertical e direta com o consumidor, sem intermediários, e podem acompanhar, de forma mais eficaz, todo o “customer journey” do cliente.

 

Imposição de novos mercados

Nos últimos anos, a proliferação de novos mercados, tais como a China, começou a ser evidente. Um país que tem vindo a crescer e a expandir-se de tal forma que, até 2025, espera-se que represente um volume de negócios próximo de metade do consumo total de luxo global.

 

Valores para fidelizar o cliente

Atualmente, os consumidores valorizam muito mais do que o próprio produto representa ou o serviço em si. A sua filosofia, valores e modelo de negócio são características que foram impostas no processo de seleção do cliente. Sustentabilidade ambiental, inclusão, “cruelty-free brands! (sem testes em animais), entre outros, são alguns dos valores que os consumidores de marcas de luxo mais valorizam.

 

Procura crescente de gerações

Para além das alterações nos formatos, territórios e outros elementos, também se tem verificado uma mudança geracional dos consumidores de marcas de luxo. Exemplo disso é a crescente procura por parte das gerações Z e Y, que representam 35% das vendas nos próximos cinco anos.

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