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Retalho britânico perde mais 140 mil empregos

2019 foi um ano difícil para o retalho britânico, com a perda de mais 140 mil empregos, quase 400 por dia. Para 2020, os analistas esperam um cenário ainda pior.

O sector do retalho continua a debater-se com os custos elevados, margens reduzidas e a adesão cada vez maior do e-commerce. “Estes problemas são sentidos pela maioria dos negócios que operam lojas físicas na rua e centros comerciais”, indicou Joshua Bamfiel, do Center for Retail Research (CRR), ao The Guardian. “O menor crescimento nos gastos dos consumidores desde 2015 significa que o aumento nas vendas online fez-se à custa das lojas físicas”.

38.100 empregos foram perdidos devido a falências, como as da Coast e Karen Millen, e 26 mil desapareceram por acordos de rescisão, como os estabelecidos pela Arcadia e Debenhams. Outras medidas de redução dos recursos humanos implementadas por retalhistas como a Marks & Spencer e a House of Fraser custaram 79 mil empregos.

O número de lojas encerradas em 2019 ascendeu a 16.073, acima das 14.583 de 2018, mas o CRR espera que se eleve ainda mais em 2020 caso o governo britânico não tome medidas.

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