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Qualidade e segurança podem bater preço na decisão do shopper

Nas próximas semanas e meses, os consumidores irão procurar mais garantias de que os produtos que compram não apresentam riscos e são da maior qualidade, no que diz respeito aos standards de segurança e eficácia, particularmente nos produtos de limpeza, desinfetantes e alimentos.

A conclusão é de Regan Legget, diretor executivo da Nielsen Global Intelligence, num artigo publicado no site global da consultora onde aborda como os fatores de qualidade e eficácia podem sobrepor-se ao preço, no seio das preocupações resultantes da crise da Covid-19. “No curto prazo, esta maior procura por parte dos consumidores irá requerer que os fabricantes e retalhistas, assim como outros ‘players’ do sector, comuniquem claramente porque se deve confiar nos seus produtos e cadeias de abastecimento. No longo prazo, e dependendo dos eventuais dimensão e impacto da Covid-19 nos mercados de consumo, poderá acelerar um repensar sobre o modo como os shoppers avaliam as compras e os benefícios que consideram ser importantes considerar”, introduz.

Um estudo global da Nielsen indica que os benefícios de produto pelo qual os consumidores estão dispostos a pagar um premium são os relacionados com as garantias de elevada qualidade e standards de segurança verificáveis. Globalmente, 49% dos consumidores afirmam que estão dispostos a pagar mais por estes benefícios. Dois dos mercados mais atingidos pela emergência sanitária, a China e o Vietname, estão entre aqueles onde o sentimento para com as garantias de qualidade e se de segurança é maior: 61% e 65% dos consumidores destes mercados, respetivamente, estão dispostos a pagar mais por estes benefícios.

 

Movimento de substituição de marcas

Regan Legget adianta ainda que poderemos assistir a um movimento de substituição de marcas, à medida que as prioridades dos consumidores e os seus processos de decisão se tornarem mais fluidos. Um outro estudo da Nielsen sobre a fidelidade às marcas mostrou que as principais razões para trocar uma marca por outra são o valor, seguindo-se a qualidade. Não obstante, tendo em conta a época que atualmente vivemos, os consumidores poderão mesmo dar prioridade à qualidade ao considerarem a compra de um produto.

A sensibilidade ao preço poderá tornar-se muito menos relevante, pelo menos no curto prazo. O estudo apurou uma elevada percentagem de consumidores na China, no Vietname e nos Estados Unidos da América (37%, 40% e 38%) a afirmarem ser sempre influenciados a experimentar novas marcas de preço mais baixo. Contudo, as marcas e os produtos com uma forte história de qualidade poderão ter melhores resultados ao investir neste fator do que usar o preço como argumento”, defende.

Em muitos casos, as marcas podem entregar estas garantias de qualidade e segurança, simplesmente, ao comunicar e destacar as medidas que tomaram para assegurar que os seus produtos são seguros, sobretudo nas categorias mais suscetíveis de contaminação, como os frescos. “Certamente que o preço que os consumidores estarão dispostos a pagar para evitar os riscos será, provavelmente, elevado. Não obstante, as marcas e os retalhistas deverão considerar os ajustamentos aos preços de um modo muito cuidadoso, uma vez que uma subida exacerbada poderá acarretar custos em termos de relações públicas e imagem”, conclui.

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