A Expo Mosqueteiros assume-se como mais do que uma montra interna do grupo. Para Paulo Mendes, presidente d’Os Mosqueteiros, o evento é um momento de afirmação do modelo, da ambição e da capacidade coletiva de uma organização assente em empresários independentes, proximidade e espírito empreendedor. Num contexto marcado pela pressão sobre custos, pela racionalidade do consumidor e pela transformação dos hábitos de compra, o grupo reforça a aposta numa resposta concertada em áreas como preço, eficiência, logística, digitalização e sustentabilidade, mantendo como missão “melhorar a qualidade de vida diária dos portugueses, combatendo tudo o que é caro”.
A Expo Mosqueteiros é mais do que uma montra interna do grupo?
Sem dúvida. A Expo Mosqueteiros é um momento de afirmação do nosso modelo, da nossa ambição e da nossa capacidade coletiva. Mais do que apresentar novidades, queremos mostrar ao mercado, aos parceiros e aos nossos empresários aderentes que o grupo continua focado naquilo que sempre nos distinguiu: proximidade, espírito empreendedor, competitividade e compromisso com o consumidor. É também uma forma de reforçar que, num contexto exigente, continuamos a investir, a inovar e a trabalhar em conjunto para melhorar a qualidade de vida diária dos portugueses, combatendo tudo o que é caro.
Que papel assume hoje um evento como a Expo Mosqueteiros na coesão e alinhamento estratégico do grupo?
Assume um papel muito relevante. Num contexto de instabilidade económica, pressão sobre custos e transformação acelerada dos hábitos de consumo, é essencial garantir alinhamento entre todos: empresários, equipas, fornecedores e parceiros. A Expo permite-nos partilhar prioridades, antecipar desafios e reforçar uma visão comum. Num grupo assente em empresários independentes, estes momentos são fundamentais para transformar a diversidade de experiências numa força coletiva.
“O nosso modelo combina o melhor de dois mundos: por um lado, a autonomia, o conhecimento local e o espírito empreendedor de cada empresário; por outro, a força, a escala e a capacidade de investimento de uma estrutura comum. Esta combinação permite-nos estar muito próximos das comunidades onde estamos presentes, mas com ferramentas, dimensão e capacidade de resposta que seriam impossíveis de alcançar individualmente”
O modelo de empresários independentes integrados numa estrutura comum é hoje uma vantagem competitiva acrescida?
É uma vantagem muito clara. O nosso modelo combina o melhor de dois mundos: por um lado, a autonomia, o conhecimento local e o espírito empreendedor de cada empresário; por outro, a força, a escala e a capacidade de investimento de uma estrutura comum. Esta combinação permite-nos estar muito próximos das comunidades onde estamos presentes, mas com ferramentas, dimensão e capacidade de resposta que seriam impossíveis de alcançar individualmente.

Como equilibram autonomia com resposta concertada a desafios como preço, eficiência, digitalização, sustentabilidade e logística?
Esse equilíbrio faz parte da nossa identidade. A autonomia dos empresários é um ativo, mas está integrada numa lógica de interdependência e solidariedade. Trabalhamos com prioridades comuns, estruturas partilhadas e decisões alinhadas, sem perder a capacidade de adaptação local.
A logística, a marca própria, a digitalização, a eficiência energética ou a sustentabilidade são áreas em que a resposta tem de ser concertada, porque só assim conseguimos ganhar escala, reduzir custos e criar valor para o consumidor.
“O consumidor está mais atento ao preço, mas isso não significa que procure apenas o mais barato. Procura equilíbrio. É aí que queremos estar: oferecer soluções acessíveis, mas com qualidade, com uma forte aposta na marca própria, na produção nacional e em produtos pensados para as necessidades reais das famílias portuguesas”
Como respondem a um consumidor mais racional e atento ao preço sem perder diferenciação?
Respondemos com uma proposta de valor clara: preço competitivo, qualidade, proximidade e confiança. O consumidor está mais atento ao preço, mas isso não significa que procure apenas o mais barato. Procura equilíbrio. É aí que queremos estar: oferecer soluções acessíveis, mas com qualidade, com uma forte aposta na marca própria, na produção nacional e em produtos pensados para as necessidades reais das famílias portuguesas.
Como se transforma proximidade em valor real para o consumidor?
Proximidade não é apenas estar fisicamente perto. É conhecer o território, os hábitos de consumo, os produtores locais e as necessidades de cada comunidade. No nosso caso, essa proximidade é reforçada pelo facto de os empresários serem também agentes locais, envolvidos nas regiões onde operam. Isso permite-nos ajustar oferta, serviço e relação com o consumidor de uma forma muito concreta. Proximidade transforma-se em valor quando se traduz em conveniência, confiança, preço justo, produtos relevantes e ligação à economia local.
Que novidades ou mensagens estratégicas gostaria que ficassem desta edição da Expo?
Gostaria que ficasse a mensagem de um grupo sólido, mobilizado e preparado para o futuro. Um grupo que continua a crescer, a investir nas suas insígnias, a reforçar a relação com fornecedores e produtores nacionais e a acelerar áreas críticas como eficiência, sustentabilidade, logística e digitalização. Mas, acima de tudo, que continua fiel à sua missão: melhorar a qualidade de vida diária, combatendo tudo o que é caro.

Como tem evoluído a parceria com fornecedores?
Tem evoluído para uma relação cada vez mais estratégica. A pressão sobre preço, margem e disponibilidade obriga a uma colaboração mais próxima, mais transparente e mais eficiente. Os fornecedores são parceiros essenciais para garantir competitividade, inovação e resposta às expectativas do consumidor.
No nosso caso, valorizamos particularmente as parcerias com PME, produtores nacionais e fornecedores da marca própria, porque acreditamos que a criação de valor deve ser partilhada ao longo de toda a cadeia.
Que importância tem a Expo para reforçar a cultura interna do grupo?
Tem uma importância muito grande. A cultura d’Os Mosqueteiros vive da participação, da interdependência e do espírito empreendedor. A Expo é um momento em que essa cultura se torna visível: junta empresários, equipas, parceiros e fornecedores em torno de objetivos comuns. É também uma oportunidade para reforçar orgulho de pertença, partilhar conhecimento e reconhecer o contributo de todos para o crescimento do grupo.
Entre preço, logística, energia, tecnologia, sustentabilidade e talento, qual o tema mais crítico para o futuro próximo?
Todos são críticos e estão interligados, mas diria que a eficiência será o grande tema agregador. Eficiência na logística, na energia, na operação, na gestão de recursos e na forma como usamos a tecnologia. Só com maior eficiência conseguimos continuar a proteger o preço para o consumidor, investir em sustentabilidade, atrair talento e manter a competitividade das nossas insígnias num mercado cada vez mais exigente.
A Expo pode ser vista como um barómetro do estado do grupo e das suas prioridades?
A Expo reflete aquilo que o grupo é hoje e aquilo que quer ser nos próximos anos. Mostra as prioridades estratégicas, as áreas de investimento, a relação com fornecedores, a força das insígnias e o compromisso dos empresários. É um barómetro da nossa vitalidade, mas também da nossa capacidade de adaptação. E essa capacidade será determinante para continuar a crescer de forma sustentável em Portugal.








