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Preços mundiais de alimentos começam o ano com tendência de alta

Os preços mundiais de alimentos aumentaram, pelo quarto mês consecutivo, em janeiro.

Especificamente, o índice de preços dos alimentos da FAO atingiu uma média de 182,5 pontos, no primeiro mês de 2020, com um aumento de 0,7% em relação a dezembro e 11,3% mais que o mesmo mês de 2019. Os óleos vegetais, açúcar e trigo foram os que mais impulsionaram o índice.

O índice de preços do óleo vegetal aumentou 7% em janeiro, atingindo o seu nível máximo em três anos, com o aumento dos preços do óleo de palma, soja, girassol e colza. No entanto, os preços perderam força na segunda metade do mês, refletindo incertezas sobre o comércio, o possível impacto do recente surto de coronavírus e as tensões comerciais entre a Índia e a Malásia.

Da mesma forma, o índice de preços do açúcar aumentou 5,5%, impulsionado pelas expectativas de uma produção de açúcar muito menor em vários dos principais países produtores. O aumento foi mitigado pela fraqueza contínua da moeda brasileira e a recente queda nos preços do petróleo, o que afeta a demanda por cana-de-açúcar para produzir etanol.

Por outro lado, o índice de preços dos cereais também subiu 2,9%, em relação a dezembro, impulsionado pelo aumento dos preços do trigo (seguido pelo milho e arroz), em grande parte devido à maior procura e um ritmo mais rápido nas compras de vários países.

Também houve um aumento no índice de preços dos lacticínios de 0,9%, causado pela forte demanda de importação de manteiga, queijo e leite desnatado em pó.

Pelo contrário, o índice de preços da carne reverteu uma alta de 11 meses e caiu 4% em janeiro, devido à queda nas compras da China e do Extremo Oriente, bem como à alta disponibilidade de carne suína e bovina para exportação.

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