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Polónia já restringe comércio ao domingo

Pela primeira vez, desde a queda do comunismo, a Polónia está a restringir a abertura ao domingo para os grandes operadores de retalho. A proibição, em vigor desde o dia 1 de março, será aplicada de forma gradual.

A lei está a ter alguma contestação, designadamente dos partidos liberais da oposição, que temem a perda de empregos, especialmente entre os trabalhadores-estudantes que só podem trabalhar aos fins-de-semana. Alguns sindicatos também receiam que a carga de trabalho aumente bastante nas sextas e sábados.

A proibição irá afetar sobretudo os grandes grupos de retalho e os retalhistas estrangeiros, com um corte inicial de quatro para dois domingos por mês, em 2018, passando para apenas um, em 2019, e nenhum, a partir de 2020. Recentemente, na “conference call” com os analistas de apresentação dos resultados de 2017, Pedro Soares dos Santos, presidente do Conselho de Administração da Jerónimo Martins, disse que “é difícil prever pormenorizadamente o impacto que a mudança na regulamentação poderá ter”, mas que a “Biedronka preparou-se para a mudança” ao fazer os “ajustamentos operacionais necessários para mitigar o inconveniente que os receios que a proibição aos domingos possam trazer”. Este ano, a Jerónimo Martins planeia abrir 70 novas lojas Biedronka na Polónia, a acrescentar às 2.823 unidades com que fechou 2017.

Recorde-se que, em 2015, a Hungria, outro antigo bastião do comunismo, impôs uma proibição semelhante, que foi abandonada no mesmo ano.

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