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Otimismo, confiança e altruísmo: trunfos dos portugueses para vencer a pandemia

Estudo COVID-19 Fever mostra que os portugueses manifestam mais tranquilidade, preocupação com os outros e elevado comportamento cívico

Um estudo sobre o impacto da Covid-19 em 15 regiões do mundo mostra que os portugueses estão muito preocupados com a sua situação financeira e com o seu trabalho. Mas estão, acima de tudo, mais preocupados com a saúde dos outros – dos mais velhos, dos filhos e dos restantes concidadãos – do que com a sua, sendo que apenas 8% considera, convictamente, ter uma elevada probabilidade de infeção pelo novo coronavírus.

Esta é apenas uma das conclusões do projeto COVID-19 Fever, realizado nos Estados Unidos, Reino Unido, Espanha, Itália, França, Alemanha, Suécia, Polónia, Singapura, Hong Kong, Líbano, Turquia, Guatemala, El Salvador e Portugal, e agora divulgado pela VTMar, empresa de estudos de mercado, em conjunto com a Centromarca.

Com recurso ao iCode Smart Test, uma ferramenta de neuromarketing conjugada com “data science”, foi possível recolher dados sobre sentimentos, atitudes e comportamentos dos cidadãos, com um grau de segurança que resultou também da velocidade e do ritmo de resposta e da interação com o ecrã por parte dos inquiridos. “O COVID-19 Fever’ surgiu para entender melhor as atitudes e opiniões das pessoas em relação à pandemia, com o objetivo de auxiliar e inspirar uma comunicação mais eficaz com os media, recorrendo a uma abordagem inovadora, através da utilização de ferramentas de neuromarketing e de matemática avançada”, explica Valentina Chkoniya, managing partner da VTMar, empresa responsável pela realização do estudo em Portugal.

 

Portugal país mais confiante

As conclusões mostram que Portugal é o país que mais confiança revela em vencer a pandemia no curto prazo e que os portugueses se caracterizaram pelo civismo, pela tranquilidade e preocupação para com os outros durante o confinamento. Aliás, 77% dos inquiridos responderam com elevado grau de segurança que seguem as regras de distanciamento social.

 

Altruísmo evidenciado

O estudo revela, ainda, que, apesar da preocupação com a sua situação financeira e a do país, a principal atenção dos portugueses vai para as outras pessoas, em especial os mais velhos – 78% – e os mais jovens, dado que uma percentagem elevada de pais (74%) está preocupada com a saúde dos filhos. Para explicar este fenómeno, os responsáveis do COVID-19 Fever salientam a importância que a família representa em Portugal.

Já num sentimento nacional, os inquiridos responderam com alto nível de preocupação para com a saúde dos seus compatriotas (60%). “É de salientar que os portugueses mostram uma preocupação crescente em relação à própria pandemia e também em relação às consequências práticas da crise, seja a nível da sua vida pessoal e profissional, seja do ponto de vista nacional. Por isso, os dados ajudam-nos a projetar o futuro do mercado e do espaço de atuação das marcas”, refere Pedro Pimentel, diretor geral da Centromarca.

 

 

 

Para Valentina Chkoniya, “à medida que a pressão se intensifica, o conhecimento de sentimentos, atitudes e comportamentos de consumidores de marcas e as suas preocupações são fatores mais críticos do que nunca. O COVID-19 Fever permite conhecer isto e revela caminhos que poderão ajudar as marcas a ajustar a sua comunicação e a melhorar o crescimento global do seu negócio”.

Pedro Pimentel, por sua vez, acrescenta que “o mercado e as marcas terão também que fazer a sua parte e adaptar-se ao ’novo normal’, dando resposta às novas preocupações dos portugueses, a que se juntarão as que serão introduzidas por uma mais do que provável crise económica que a paralisação da economia está já a provocar”.

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