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O futuro é já

Transformação digital já foi assumida pelo tecido empresarial português

Eduardo Bentes, Business Development Alliance & Channel Manager do Generix Group

Numa época onde a experiência do consumidor é preponderante na afirmação das marcas e fidelização de clientes, dar voz e proporcionar condições que permitam auscultar o resultado dessas experiências é algo exigente e nem sempre de fácil concretização.

Enquanto pessoa que testemunha sensações, o cliente dita as tendências, sendo vários os estudos onde se destacam os comentários e avaliações como a principal medida influenciadora do comportamento da compra online.

Esta realidade sujeita as marcas e os fornecedores a um nível de exposição de tal forma exigente, que uma simples não conformidade de qualidade do produto ou serviço prestado poderá colocar em causa a credibilidade da marca ou até a continuidade do negócio. Aliar qualidade e criatividade a ferramentas tecnológicas que facilitem a compra, a partilha de informação e inspirem a confiança dos consumidores revela-se uma aposta ganhadora na complexa equação da concorrência de mercado.

Recuando na cadeia de valor, a procura pela redução de custos leva as empresas a externalizar geograficamente as suas operações e a recorrer a fornecedores de países onde o custo de mão de obra ou a carga fiscal é mais reduzida. Para além dos aspetos culturais e mesmo de língua, este fenómeno da globalização traduz ainda desafios adicionais em torno da comunicação, quando as organizações envolvidas se encontram em diferentes estágios de amadurecimento tecnológico. Vejamos o exemplo de países asiáticos como a China, a Índia ou o Bangladesh. Aqui, o fax e o e-mail continuam a ser os canais maioritariamente utilizados para transação de dados entre parceiros de negócio, por confronto com a tecnologia EDI e de integração, há décadas utilizada em organizações europeias para o controlo e gestão eficiente dos processos de aprovisionamento. A falta de uniformização e padronização dos padrões de qualidade, aliada ao desfasamento tecnológico entre os intervenientes induz ineficiência ao longo de uma cadeia de abastecimento que se pretende cada vez mais lean e ágil.

Este é um desafio que, felizmente, em Portugal, já vai sendo ultrapassado com sucesso. Recentes estudos sobre a economia digital em Portugal (fonte IDC / ACEPI, 2018) revelam que cerca de um quarto das empresas nacionais incorporam a transformação digital nas suas estratégias de negócio. A comprovar veja-se o recurso às redes sociais, sites de venda online, marketing digital, soluções de mobilidade, marketplaces, portais track and trace, homebanking, etc., assim como ao fenómeno de adoção do conceito cloud e de soluções em regime Software as a Service (SaaS) em alternativa às soluções on-premise.

Num país cujo tecido empresarial é maioritariamente constituído por empresas de pequena dimensão e onde o custo da tecnologia é algo relevante, é notável a recetividade e a apetência das empresas para inovar, pese embora o facto do investimento em tecnologias mais avançadas, como a Inteligência artificial (IA), entre outras, estar apenas ao alcance das empresas de maior dimensão.

Não menos relevantes, as iniciativas por parte do próprio Estado em torno da digitalização de processos Business to Government (B2G) tem também contribuído para que as empresas, passo a passo, venham a caminhar no sentido da modernização tecnológica.

Creio que, à semelhança do que se passa lá fora, Portugal é mais um exemplo de reação à necessidade de adaptação aos desafios da revolução “Indústria 4.0” e ao foco da digitalização e integração de sistemas entre os vários intervenientes da cadeia de valor.

Para dar início ao processo de transformação digital, sugerimos que siga os seguintes passos:

  • Observe o seu negócio. Escolha uma altura propícia para a análise do seu negócio e reflita sobre o percurso e desafios que se colocam. Definir objetivos a curto e médio prazo ajudam a focar no objetivo final.
  • Envolva toda a sua equipa. Auscultar quem está a trabalhar connosco é, por vezes, a melhor forma de saber como está o negócio, o mercado e quais os maiores desafios que se afiguram. Trazer as equipas para o centro da solução é ponto de motivação extra para o sucesso.
  • Avalie os seus processos. Não é por se ter sempre feito desta forma que tem de se manter. Não deixe que esse pensamento tome conta da sua empresa, pois, muitas vezes, através da mudança de processos descobrimos como realizar tarefas com maior eficiência e melhores resultados. Reveja os seus processos e de que forma é que estes podem ser melhorados.
  • Explore novas possibilidades. Esteja aberto a novas ideias Não limite a capacidade da sua empresa e incentive novas iniciativas, novas experiências, possibilidades. Um exemplo é a virtualização de serviços. A sua empresa não precisa se preocupar mais em manter servidores físicos. Pode optar por uma estrutura de Cloud Computing para manter os seus serviços na cloud sem se preocupar com a manutenção dessa estrutura. Além de economizar muito e ter um serviços de alta disponibilidade.
  • Consulte especialistas em negócio e tecnologia. Fazer uma pesquisa, informar-se sobre qual a melhor solução, quem são os melhores parceiros para esta transformação digital é um ponto fundamental. Peça referências, presença e conhecimento do mercado português.

 

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