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Nova legislação europeia em matéria ambiental vai colocar pressão acrescida nos operadores de FMCG para adotarem estratégias mais “verdes”

Foto Shutterstock

A nova legislação europeia em matéria de ambiente, a ser introduzida em junho, deverá afetar muitas empresas de bens de consumo, que tentam adaptar as suas operações aos objetivos de neutralidade carbónica, a atingir até 2050, e de emissões de gases com efeito de estufa, que necessitam de reduzir 55% (face aos valores de referência de 1999), até 2030.

A consultora GlobalData acredita que estas metas irão colocar uma pressão acrescida nos operadores de Fast Moving Consumer Goods (FMCG), no sentido de adotarem estratégias mais “verdes”. “Esta é uma boa altura dos planos serem colocados em ação; é importante que os países cheguem a um consenso nesta fase inicial da década, de modo a assegurar o sentimento dos investidores e permitir que as empresas implementem estratégias de longo prazo”, afirma Carmen Bryan, consumer analyst na GlobalData.

Uma pesquisa recente da consultora apurou que um em cada cinco consumidores europeus concorda que a informação sobre a pegada de carbono de um produto é um fator decisivo nas suas escolhas, o que impele as empresas a adotarem uma abordagem mais amiga do ambiente.

 

Passos positivos

Muitos “players” do sector já deram passos consistentes no sentido da neutralidade carbónica. A GlobalData dá como exemplo a marca KitKat da Nestlé, que se comprometeu em ser neutra até 2025, e a L’Oréal, que planeia reduzir a sua pegada de carbono em 50%, por produto acabado, em 2030. “Ações como estas por parte dos líderes nas suas respetivas indústrias servirão para encorajar ainda mais as pequenas marcas a também caminharem neste sentido. Os consumidores estão dispostos a pagar mais por produtos que estejam alinhados com os seus valores e necessidades, permitindo que as marcas com credenciais sustentáveis se posicionem como premium. Embora possa ser desafiante para quem não tenha engrenagem financeira, as credenciais ‘verdes’ tornar-se-ão cada vez mais importantes para a competitividade, a longo prazo”, conclui Carmen Bryan.

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