A Minsait está a reforçar a sua aposta em inteligência artificial de nova geração com o desenvolvimento de soluções de IA agêntica, orientadas para o redesenho de processos no sector do retalho e para o aumento da eficiência operacional.
A tecnologia assenta em agentes inteligentes capazes de ir além da simples automatização de tarefas repetitivas. Ao contrário dos sistemas tradicionais, que replicam ações previamente definidas, estes agentes analisam o contexto, avaliam diferentes cenários e tomam decisões sobre o fluxo de trabalho, permitindo uma orquestração mais integrada dos processos empresariais.
Segundo Sérgio Pinto, diretor de operações tecnológicas na Minsait em Portugal (Indra Group), esta abordagem marca a transição de uma lógica de automatização isolada para uma gestão inteligente de processos completos. “A chave não está apenas na tecnologia, mas na capacidade de redesenhar processos e identificar onde a automação pode gerar maior impacto”, sublinha.
IA como formadora personalizada
O retalho surge como um dos sectores com maior potencial de aplicação. Entre os principais casos de uso destacam-se a formação e integração de colaboradores, com agentes a funcionarem como formadores digitais personalizados, e o atendimento ao cliente, onde estas soluções permitem analisar pedidos, priorizar respostas e encaminhar solicitações de forma automática.
A IA agêntica pode também apoiar a gestão comercial, através de assistentes virtuais que acompanham o cliente ao longo do processo de compra e no pós-venda, bem como otimizar tarefas internas como a gestão de tickets, validação documental ou análise de dados operacionais.
De acordo com a Minsait, a implementação destas soluções contribui para reduzir custos e libertar os colaboradores de tarefas repetitivas, permitindo-lhes concentrar-se em atividades de maior valor acrescentado. A empresa destaca ainda a importância de uma abordagem estruturada, que vá desde a identificação de oportunidades até à medição do impacto no negócio.
Apesar do potencial, a adoção desta tecnologia enfrenta desafios, sobretudo ao nível da mudança cultural nas organizações. Para Sérgio Pinto, a inteligência artificial deve ser encarada como um complemento ao trabalho humano, reforçando a tomada de decisão e não substituindo o talento.








