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Margens sob pressão no sector alimentar

Foto Shutterstock

A cadeia de valor do sector alimentar apresenta riscos de baixa nas perspetivas que vão provocar tensões no risco de crédito comercial, durante os próximos meses. De acordo com o mais recente relatório da Crédito y Caución, as margens das empresas produtoras e transformadoras de alimentos são estruturalmente baixas e estão sob pressão em muitos mercados.

Num enquadramento global altamente competitivo, no qual o poder de negociação dos grandes retalhistas e das cadeias de discount é muito elevado, a cadeia de valor do sector alimentar é vulnerável à ocorrência de diversos riscos: a volatilidade dos preços das matérias-primas, os possíveis surtos epizoóticos ou a imprevisibilidade climatológica, que podem provocar uma deterioração imediata da rendibilidade das empresas.

Além disso, os hábitos dos consumidores estão a mudar, num novo contexto no qual o cliente final exige cada vez maior transparência por parte dos fabricantes de alimentos e bebidas quanto aos ingredientes utilizados, aos processos de produção ou às cadeias de abastecimento.

 

Força do sector alimentar

A força do sector alimentar assenta numa diferença fundamental face a outros sectores: a indústria alimentar não é cíclica. A procura de alimentos e bebidas é inelástica, devido ao carácter essencial do seu consumo.

Por outro lado, em muitas economias emergentes, está a crescer o número de famílias com rendimentos médios e, à medida que aumenta o seu rendimento disponível, estes consumidores compram alimentos de maior valor acrescentado.

Além disso, a tecnologia joga um papel cada vez mais relevante no desenho de soluções para o fornecimento global de alimentos.

 

2022

Neste contexto, o sector alimentar apresenta, no arranque de 2022, um alto risco de incumprimento nos Emirados Árabes Unidos e um risco moderado na Alemanha, Bélgica, Dinamarca, Eslováquia, Espanha, Estados Unidos, França, México, Nova Zelândia, Países Baixos, Portugal, Reino Unido, República Checa, Rússia, Singapura ou Suécia. O risco é baixo na Austrália, Áustria, Brasil, Canadá, China, Coreia do Sul, Hungria, Índia, Indonésia, Irlanda, Itália, Japão, Polónia, Suíça, Tailândia, Taiwan e Turquia.

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