Exterior de um edifício moderno com o nome MANGO e uma escultura metálica no jardim

Mango cresce 7,2% e mantém meta de faturar 4 mil milhões de euros em 2026

A Mango encerrou o primeiro semestre de 2026 com uma faturação de 1,852 mil milhões de euros, mais 7,2% do que no período homólogo. A taxas de câmbio constantes, o crescimento atingiu 10,7%.

A empresa espanhola considera estar em condições de cumprir a meta de alcançar quatro mil milhões de euros em receitas no conjunto do ano, objetivo definido no plano estratégico 4E 2024-2026. Em 2025, a faturação aproximou-se dos 3,8 mil milhões de euros.

“Entramos na reta final do nosso plano estratégico com a ambição clara de alcançar quatro mil milhões de euros de faturação este ano”, afirma Toni Ruiz, presidente e CEO da Mango.

Segundo o responsável, os resultados confirmam uma evolução acima da média do mercado, apesar de um contexto operacional considerado complexo.

Vendas online crescem a dois dígitos

O canal digital registou um crescimento de dois dígitos durante os primeiros seis meses de 2026 e passou a representar 32% da faturação total.

A evolução acompanha o crescimento das vendas nas lojas físicas e reforça o peso do modelo omnicanal na estratégia da Mango. A empresa mantém uma das taxas de penetração digital mais elevadas entre os principais operadores europeus de moda.

A Mango comercializa online desde 2000 e tem vindo a combinar a expansão do comércio eletrónico com o investimento na rede física.

Rede supera 2.960 pontos de venda

A empresa abriu 127 lojas e renovou 37 espaços durante o primeiro semestre. No final de junho, a rede mundial ultrapassava 2.960 pontos de venda, distribuídos por mais de 120 mercados.

A Mango investiu perto de 90 milhões de euros na abertura e modernização de lojas, no reforço das capacidades operacionais e tecnológicas e na expansão do seu campus empresarial em Barcelona.

A área internacional gerou 77% da faturação semestral. Espanha manteve-se como o principal mercado da empresa e apresentou um crescimento de dois dígitos, seguindo-se França, Turquia, Alemanha e Estados Unidos.

França, Itália, Reino Unido e Turquia concentram expansão

A Mango anunciou um programa de investimento de 66 milhões de euros para abrir 45 lojas em França até 2028, das quais 15 deverão entrar em funcionamento em 2026.

Em Itália, uma parceria com o grupo de grandes armazéns COIN deverá acrescentar 22 lojas à rede entre setembro de 2026 e 2028.

A empresa prevê ainda abrir dez estabelecimentos no Reino Unido e outros dez na Turquia durante o atual exercício.

A linha Woman continuou a liderar as vendas, seguida pela Mango Man e pelas áreas Kids e Teen. No primeiro semestre, a marca reforçou também o posicionamento através de coleções desenvolvidas com a casa britânica Richard James e a marca norte-americana Eckhaus Latta.

Resultados surgem num período de maior exposição mediática

O crescimento foi alcançado num semestre marcado pelo afastamento temporário de Jonathan Andic das suas responsabilidades na Mango.

A empresa comunicou, em maio, que o então vice-presidente deixaria temporariamente as funções para se concentrar na sua defesa no âmbito do processo judicial relacionado com a morte do pai, Isak Andic, fundador da cadeia. Jonathan Andic mantém a sua inocência e recebeu o apoio público do conselho de administração da empresa.

A gestão executiva permanece entregue a Toni Ruiz, que acumula as funções de presidente e CEO. Os resultados do semestre apontam para a continuidade operacional e comercial do grupo, apesar da atenção mediática em torno da família acionista.

Em 2025, a Mango aumentou a equipa em mais de 1.600 pessoas, superando os 18 mil trabalhadores em todo o mundo.

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