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Lactalis faz derradeira tentativa de OPA à Parmalat

A oferta pública de aquisição (OPA) da Lactalis sobre a Parmalat, anunciada a 27 de dezembro, foi considerada insuficiente por alguns acionistas minoritários.

A gigante francesa dos lacticínios fez uma nova tentativa para assegurar o controlo dos restantes 12,26% do capital da Parmalat que ainda não possui e retirar o grupo italiano do mercado bolsista.

A operação tem um preço inferior ao do mercado, com 2,80 euros por ação, o que gerou as críticas de alguns acionistas, mas, defende a Lactalis, representa uma valorização de 15% face à média da cotação das ações da Parmalat nos últimos três meses.

O fundo Amber, um dos acionistas minoritários do grupo italiano, considera que o preço justo nunca pode ser inferior a quatro euros. A Lactalis não terá tido em consideração as empresas que a Parmalat adquiriu, entre 2014 e 2016, no Brasil, na Austrália e no México e que começaram a dar lucro, nem o contencioso que a opõe ao Citigroup, processo no qual a empresa italiana reclama um pagamento de 1,8 mil milhões de euros. A Lactalis contrapõe que estas informações não estão corretas e que são suscetíveis de influenciar a evolução dos títulos e o resultado da OPA, tendo reclamado junto do regulador do mercado bolsista italiano.

O grupo francês e o fundo estão de candeias às avessas desde 2012, quando a Amber acusou os membros do conselho de administração de privilegiar os interesses da Lactalis em detrimento dos da Parmalat.

A noção generalizada é de que a Lactalis irá conseguir ser bem-sucedida em retirar a empresa italiana da Bolsa. Aquela apenas necessita de assegurar 90% do capital. A OPA é válida até 10 de março.

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