A Joybuy vai abrir o seu marketplace a vendedores externos europeus e chineses, numa nova etapa da sua expansão na Europa.
A plataforma de comércio eletrónico da JD.com tinha iniciado a operação europeia com um modelo mais próximo do retalho direto, vendendo sobretudo inventário próprio, mas prepara agora uma evolução para um modelo mais amplo de marketplace.
A decisão representa uma mudança significativa na estratégia da empresa, que desde o lançamento procurava diferenciar-se de operadores como Temu, Shein ou Alibaba através de um maior controlo sobre o inventário e a logística. Com a abertura a terceiros, a Joybuy aproxima-se do modelo utilizado por plataformas como a Amazon.
De retalhista a marketplace
Segundo a empresa, o objetivo passa por desenvolver um marketplace cuidadosamente selecionado, com participação de marcas europeias e chinesas. A estratégia deverá permitir ampliar o catálogo disponível, sem abdicar do controlo de qualidade que a JD.com tem apresentado como um dos seus elementos diferenciadores face a outros operadores asiáticos.
A mudança surge poucos meses depois do lançamento oficial da Joybuy no Reino Unido, Alemanha, França, Países Baixos, Bélgica e Luxemburgo. Na estreia europeia, a plataforma avançou com mais de 100 mil produtos em categorias como tecnologia, eletrodomésticos, casa, beleza e alimentação, apoiando-se na infraestrutura logística própria da JD.com.
Entregas rápidas como argumento competitivo
De facto, a rapidez de entrega tem sido um dos principais argumentos competitivos da Joybuy na Europa. Atualmente, a plataforma oferece entregas no próprio dia em determinadas zonas urbanas e envios no dia seguinte em áreas mais amplas dos mercados onde opera.
Esta aposta logística é uma das formas encontradas pela JD.com para se diferenciar num mercado europeu cada vez mais disputado por marketplaces internacionais e plataformas asiáticas de baixo custo.
Nos últimos anos, o grupo chinês tem reforçado a presença na Europa através de investimentos logísticos, novas infraestruturas e operações corporativas. A aquisição da Ceconomy, matriz da MediaMarkt e Saturn, evidencia bem a intensificação da aposta europeia da JD.com. Ao contrário da Temu ou Shein, cujo modelo assenta sobretudo na ligação direta entre fabricantes asiáticos e consumidores europeus, tem procurado construir uma rede logística própria, com armazéns locais e uma oferta que combina marcas internacionais, produtos próprios e, agora, vendedores externos.








