A taxa de inflação anual na zona euro voltou a subir em fevereiro, depois de meses de descida. De facto, traduziu um aumento generalizado dos preços em vários sectores da economia, segundo dados divulgados pelo Eurostat.
Segundo o Índice Harmonizado de Preços no Consumidor, a inflação fixou‑se em 1,9% na zona euro em fevereiro, face a 1,7% em janeiro. Há um ano, a inflação anual situava-se nos 2,3%.
No conjunto dos 27 Estados‑membros da União Europeia, a taxa anual situou‑se em 2,1%, acima dos 2% de janeiro. Um ano antes, a taxa era de 2,7%.
Entre os Estados‑Membros, as disparidades mantêm‑se acentuadas. Os maiores aumentos de preços foram observados na Roménia (8,3%), na Eslováquia (4%) e na Croácia (3,9%). Em contrapartida, economias como a Dinamarca (0,5%), o Chipre (0,9%) e a República Checa (1%) registaram as taxas mais baixas. Comparando com janeiro, a inflação anual caiu em 11 países, manteve-se estável em quatro e subiu em 12.
A subida do ritmo inflacionista deve‑se, na maior parte, à aceleração dos preços nos serviços e em bens alimentares, bebidas e tabaco, que compensaram parcialmente a contribuição negativa do sector energético. Em concreto, os serviços acrescentaram 1,54 pontos percentuais (pp) à taxa anual, seguidos por alimentos, álcool e tabaco (+0,48 pp) e bens industriais não energéticos (+0,17 pp). A energia apresentou um efeito contrário, reduzindo a inflação em 0,30 pp.
Em Portugal, a taxa de inflação anual registou uma ligeira subida em fevereiro, acompanhando a tendência geral da zona euro, situando-se em 2,1%, acima dos 1,9% registados em janeiro.








